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1ª Relicário – Feira de Cultura Vintage [Fotos]

Eu realmente queria ser dessas pessoas que tiram fotos incríveis. Well. Minha câmera é boa. Já eu não sou fotógrafa. 🙂

De qualquer forma, confira no meu álbum do Flickr como foi a 1ª edição da Relicário – Feira de Cultura Vintage, dia 18 de julho no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa.

1ª Relicário - Feira de Cultura Vintage

E se liga que a próxima já tem data! Dia 8 de agosto!

Bora sacudir o esqueleto (infelizmente, ainda não é dessa vez que vocês vão sacudir Uisqueleto lá). 😉

(nosso baixista estará viajando. Quem sabe na terceira edição, se vocês pedirem?)

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Look do dia – 11 de abril – int. Dia

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Esses posts tipo “look do dia” fazem o maior sucesso, né?

Modéstia à parte, me orgulho do meu guarda-roupa. Esse look foi montado pra entregar um bambolê em Icaraí, voltar e passar no mercado. O tempo pede algo que não seja super aberto, já que não estamos no alto verão, mas que seja leve.

Apesar da vibe retrô-latina, a única peça que fala espanhol aí é o colar, comprado no Bazar de Designers Independentes da Cidade do México. O resto é tudo local, saldão ou desapego.

Os brincos castiçal são Zellig, uma das minhas marcas preferidas de acessórios; a saia (que eu não passei porque eu não vou passar roupa pra ir ao mercado) foi feita sob medida pra mim pela Simone Tomaz, que tem um atelier incrível aqui em Niterói; o cinto trançado foi comprado no Pin-up Bazar, brechó da queridíssima Ana Bandarra; e a blusa é, na verdade, uma camisola antiga, comprada no bazar da Escolhi a Dedo, um super brechó online que de vez em quando dá uma pinta lá na Novamente, um dos endereços mais conhecidos do pessoal de moda e figurino no Rio de Janeiro.

Agora à noite tem o primeiro grande encontro de burlesco do Rio de Janeiro, e o figurino já é outro. Como não tem espelho aqui pra selfie, tenho que contar com as amigas (que já estão chegando). Mas tá bonito. 🙂

Agente Carter

E chega ao fim a temporada, aparentemente única, de “Agente Carter”, minha mais nova série queridinha do coração.

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Peggy Carter é a namorada de Steve Rogers – que, pra quem não ligou o nome ao personagem, é o Capitão América. Não, não coleciono gibis dos Vingadores – costumo ler séries mais curtas de personagens específicos e, às vezes, de desenhistas específicos. Confesso que só comecei a acompanhar os Vingadores depois que foram pro cinema – mas, também, o que a Marvel está fazendo com seus personagens é espetacular.

* * *

A essa altura, vocês já sabem que os direitos do Homem Aranha são de um estúdio, os direitos dos X-Men são de outro, e para a Marvel mesmo – já escolada em fiascos com seus personagens -, sobraram os personagens de ‘segundo escalão’, daqueles desenhos (des)animados dos anos 60 e 70. Pra quem não sabe…

Ah, e ‘Elektra’, ‘Demolidor’, clássicos desenhados por Frank Miller, mas que nas telonas foram aquela BELEZA. Enfim. O primeiro “Homem de ferro” em 2008, que escalou um carismático e, àquela altura, nem tão bem pago assim Robert Downey Jr., foi um sucesso – pelo filme, que é excelente, mas principalmente por causa da cena pós-créditos:


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No mesmo ano, teve “O incrível Hulk”. E, na sequência, a Comic Con de San Diego. Pronto. Agora os fãs queriam os Vingadores. E os não-tão-fãs dos gibis (que curtiram os filmes) acompanhavam tudo com a mesma avidez, porque o que eles estavam fazendo era genial.

E o que eles estavam fazendo – que a DC Comics não fez até hoje – era mais do que um monte de filme de super-herói: era fazer com que todos os filmes fizessem parte de um mesmo universo. Porque nos quadrinhos eles já faziam, e isso fazia sentido. No cinema, era a primeira vez que isso acontecia. E, pelo sucesso dos filmes, era exatamente isso que os fãs queriam ver.

* * *

Entre um filme e outro, a Marvel manteve o interesse dos fãs aceso (e o buxixo em torno do que aconteceria em seguida) com curtas-metragens e até uma série de TV: “Agentes da S.H.I.E.L.D” poderia ser apenas uma série que explora o universo dos agentes sem superpoderes (e não milionários) e “coadjuvantes” dos Vingadores (agora protagonistas de sua própria série, yay!). Mas a Marvel fez mais, e transformou a série em PARTE do filme “Capitão América: Soldado Invernal”. Mas uma parte INDEPENDENTE (você não vai perder nada se assistir só ao filme ou só à série, mas vai ganhar enquanto espectador se assistir a ambos). “Explorar os gaps das histórias”. Ouvir o que o fã tem a dizer. Dar aos fãs o que eles pedem. Isso é transmídia. E, se você não sabia ainda, sou profissional de comunicação e não apenas estudo isso, como vibro com a beleza de cada ação desses caras. Está tudo muito amarrado.

It's all connected

It’s all connected

Mas… e Peggy Carter?

“Agente Carter”, passada nos anos 1940, logo depois da segunda grande guerra e do desaparecimento do Capitão América, é uma série de origem de tudo o que vemos no Universo Cinemático Marvel (MCU). Se a ideia inicial era encerrar a série após os oito episódios, ela deixa gancho para futuras temporadas, uma vez que a S.H.I.E.L.D. ainda não foi criada – e (SPOILER! SPOILER! Não selecione o texto se você não viu ainda o último episódio) >>  a H.Y.D.R.A começa a nascer ali, na cena pós-créditos do EP08.<<

Ok. A série é parte da minha franquia favorita do momento.

E se passa nos anos 1940. 

A década com as melhores músicas, várias delas na trilha sonora da série. 

Os melhores carros. 

Os melhores figurinos. 

Uma heroína protagonista que como não se via desde… Mulher Maravilha? Mulher Biônica? Tá, ok, teve mina badass na TV depois disso, não teve? Éééé… “Dama de ouro”! Ainda assim, desde Kate Mahoney até agora tem uns 30 anos. Há 30 anos não se via uma heroína tão fodona, cuja narrativa passa com louvor em todos os testes usados para avaliar narrativas – o teste de Bechdel (duas mulheres conversam entre si sobre algo que não seja homem), o teste Mako Mori (personagem feminina com narrativa própria), o teste do Oráculo (um personagem com alguma deficiência cuja narrativa não gira em torno do seu problema e nem será curado), e vários outros:

http://marvelmeta.tumblr.com/post/108226374975/10-things-agent-carter-did-right

Quer dizer.

Tem que ver “Agente Carter”, seja você fã de quadrinhos ou não.

Guia Retrô / Vintage de Niterói

(originalmente publicado no site dos Uisqueletos)

Bom dia! Os Uisqueletos estão hoje no caderno Niterói do Jornal O Dia, numa matéria fofa sobre lugares em Icaraí que proporcionam verdadeiras viagens no tempo. Que delícia! Obrigada, Inez! Ficamos muito felizes de ter nosso trabalho reconhecido por Niterói também – afinal, 50% da banda é daqui – e apesar do Uisqueletos existir desde 2009, só bem recentemente o público daqui começou a conhecer a gente. Nosso repertório de sons antigos e sucessos pop embalados como se fossem jazzinhos antigos tem agradado os ouvidos mais sensíveis – da criançada, que se amarra nas nossas versões dos Saltimbancos e ‘da música do Balu’, até os avós dessa criançada, que se encantam com os standards, boleros e músicas de trilhas sonoras de filmes que embalaram suas vidas.

Só que a gente acha que faltou gente nessa matéria. Dava mesmo pra fazer um verdadeiro guia retrô e vintage de Niterói. Chegamos até a sugerir alguns nomes, mas a pauta já estava fechada. Como aqui o espaço é nosso, aproveitamos para indicar MAIS serviços, diversões retrô e sons antigos na cidade! 🙂

(e se a gente tiver esquecido de alguém, sempre dá para atualizar)

Ah. Curte lá a gente no Facebook também, que a gente se amarra em fazer playlists e recomendar filmes e eventos bacanas.

Agora, vamos ao guia. Os Uisqueletos recomendam…

Pin-up Tattoo Estúdio 

Como se não bastasse a decoração incrível do estúdio do Gustavo Silvano e da Laila Raeder, o trabalho do Gustavo é ESPECIALIZADO old school – aquelas tatuagens lindas com paleta de cores primárias e traço antiguinho. E a Laila também tatua motivos delicadésimos – pra quem sempre quis tatuar mas morre de medo, com a Laila não dói nada 😉
Lia e Cid atestam, dão fé e decoram o corpo por lá.

Acesse: https://www.facebook.com/pinuptattooniteroi

Bambolês

Além dos bambolês profissionais decorados artesanalmente que faço e vendo em Niterói e no Centro do Rio, Niterói tem também o lindo trabalho da Odara Bambolês: a Carina Pazoto e a Patricia Favera também organizam encontros e também vendem bambolês lindos! E a querida Pitila Hossman, do Bambolê Arte, está voltando pra cidade em março, trazendo um trabalho fantástico de bambolê com Yoga! Fiquem ligados!

Bicicleta

Bicicleta não falta gasolina, não paga IPVA, continua a mesma desde 1900 e pouco, e sempre vai ser uma opção segura de lazer (e até segura de transporte, principalmente nas ruas estreitas de Icaraí. Conheça o trabalho do Pedal Sonoro, da Bicicletada Niterói e do pessoal doNiterói de Bicicleta, e largue logo esse carro em casa.

Moda

Além do já tradicional bazar da Igreja Anglicana de Icaraí (onde sempre aparecem umas peças incríveis e vintage mesmo), brechós, bazares, lojinhas e ateliês aparecem sempre pela cidade.

Adoro o trabalho da costureira e modelista Simone Tomaz – que, inclusive, já fez algumas peças que andei usando em shows do Uisqueletos. O Vintagers Bazar Retro faz um trabalho bacana de curadoria e garimpo (e também vende online). E no próximo dia 7 de março – anote na agenda! – tem Retrô Sunset em São Francisco, organizado pelo Atelier Daffa e pela Vicentina Vintage Clothing (que também me veste um bocado).

Tio Samba

Amo demais o trabalho dessa orquestra. Com um trabalho dedicado exclusivamente a sambas antigos e congêneres, composições próprias dignas de figurar em bailes de carnaval dos anos 1930 e um time de músicos excelentes, Tio Samba é diversão garantida. E tem a deusa Luciana Lazulli cantando, né? ❤

Bloody Mary & the Munsters

Não estão baseados em Icaraí, mas sempre tocam por aqui também. Com referências bem similares às do Uisqueletos (o Marcus diz que se inspira na gente \o/ ), a vibe da banda é mais rock’n’roll, numa onda mais Imelda May – e a voz da Mariana é uma coisa linda de se ouvir. Bônus: Marcus Ramalho organiza o Rebel Day, que agora tá direto na Região Oceânica, mas é o melhor evento da cidade pra descobrir sons de outras épocas tocados por bandas do Rio e de Niterói.
Veja mais: https://www.facebook.com/BloodyMaryTheMunsters

Eduardo Camacho

Solo, em trio ou com uma big band, o som do Eduardo Camacho é bem o que a gente gosta: tem Johnny Cash, tem Elvis Presley, tem Johnny Burnette, tem música boa! Ouça! Dance! Vá aos shows, que o cara é bom!

E aí? Esquecemos alguma coisa? Tem alguma sugestão para dar? Comente aqui ou no site do Uisqueletos, que este post será atualizado periodicamente!

Show de ontem no Teatro Odisséia

Ontem à tarde rolou Bazar Noir no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro. É sempre um prazer tocar com os Uisqueletos lá, a equipe de som da casa sempre nos dá o melhor retorno (e, pelo grau de animação do público, o melhor som pra eles também), e a produção do evento é do maior profissionalismo e fofura.

Pra esse evento – com o tema “Pin-up” – decidi finalmente mandar fazer um vestido que eu queria há uns bons anos, mas jamais teria condições de costurar decentemente sozinha. Acabei encomendando vestido e anágua de armação com a Simone Tomaz, daqui de Niterói, que arrasa muito nas modelagens retrô.

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Vestido pronto, foi a vez de cair dentro da produção de bambolês, já que montei um estande no evento (pra ver se a galera do tight lacing se anima a parar de se espremer naqueles corsets apertados). O estande foi um sucesso – vendi pouco, mas mostrei o trabalho pra muita gente! #win

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Foto do consorte Cid Mesquita

Inclusive, se você não comprou seu bambolê lá, pode encomendar por aqui 😉

Galera rodou bambolê à vontade, encontrei as amigas (obrigada, Julie, pela companhia!), deixei uns reais muito bem gastos numas comprinhas retrô, geek e achocolatadas, papeei um bocado e bebi litros d’água pra preservar a voz… Afinal, tinha show.

E eu precisava pagar de diva no palco :-p

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Essa é do Gustavo Noce, que fez uns cliques lindos do show!

O resultado, pelo menos no feedback que recebemos do público (que dançou pra valer!), foi lindo!

Pena que mais cedo a gente teve um pequeno acidente na cozinha. Mal cheguei em casa e tive que me abraçar com a vassoura (marido ajudou, tá? Amelice tem limites). Segue aqui um registro do momento “gramurosa até faxinando a casa”:

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E vocês?

Se divertiram no domingo?

Beijos!

Figurino retrô – Uisqueletos no casamento da Madeleine e do Carlos

Foi lindo, gente. Lindo. A noiva edita uma revista de casamentos e fez festa e cerimônia no mesmo local – uma casa de festas muito simpática na Estrada dos Bandeirantes (RJ).

A festa foi toda retrô – madrinhas de bolinhas, padrinhos de camisa bowling, cenários incríveis para fotografar (tirei umas fotos boas, vou atualizar esse post depois) – e a melhor banda de casamentos retrô da cidade – Uisqueletos, claro.

O único pedido especial da noiva foi para que a gente fosse “anos 50”. Não 20, não 30, não 40 – 50.

É claro que eu já tinha vestido, fascinator… Só me faltava uma anágua de armação, que fiz com a talentosa Simone Tomaz.

E aqui está o resultado:

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Ah, gente… Me divirto!
🙂
O cinto e os brincos são Zellig.

Figurino retrô de show – Uisqueletos no Imperator

Esse foi no dia 13 de agosto. A saia foi feita pela Juliane Sousa, do Bazar da Julie.

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Quem sentiu uma vibe “mulher maraBilly” levanta a mão.

Vou começar a postar umas fotos de figurino aqui, já que estamos fazendo vários shows (e eu tou me divertindo brincando de Barbie comigo mesma).

Fotos antigas de mulheres nuas com bambolês. Que fetiche curioso!

Minha experiência e pesquisa com bambolês me mostra que, sim, a dança com bambolês pode fazer maravilhas para a autoestima feminina. É uma dança, ora bolas. Uma dança circular, que remete aos dervishes e a rituais femininos ancestrais, que pode te colocar num perfeito transe. Uma dança que trabalha principalmente os quadris e cintura – você pode chamar de chacra de raiz ou plexo solar, pode chamar como quiser, mas o fato é que trabalhar essas regiões é trabalhar sexualidade e energia vital. Pra não falar que realizar atividades lúdicas pode ser fantástico para a redução do estresse e estímulo dos dois lados do cérebro. Quer dizer: só pode ser legal.

Até bem pouco tempo atrás, o bambolê ainda era apenas associado a brincadeiras infantis. Só recentemente (aqui no Brasil, pelo menos) que as loucas do bambolê assumiram que nunca deixaram de bambolear e agora podem ser vistas por aí dando pinta em festinhas e blocos de carnaval. Mas antes, bem antes, bambolê já era sexy – numa época em que mulher pelada aparecia emulando a vênus de Botticeli.

Pois foi a Allice RedDesire quem me contou – e de sensualidade feminina ela entende, já que é uma das poucas dançarinas de burlesco do Rio de Janeiro. Eu já conhecia esse site, já conhecia algumas dessas fotos dos anos 20 com mulheres portando bambolês, mas não sabia quem era o artista por trás: Alfred Cheney Johnston, fotógrafo do ZiegFeld Follies. Pra quem não conhece, Ziegfeld Follies era aquele show de variedades com coristas, dançarinas, cantoras, todas lindas e talentosas.

As fotos das moças com bambolês são incríveis, pode clicar neste link sem medo. Apesar de um ou outro peitinho de fora (incluindo os das jovem Louise Brooks), vai na fé que está léguas longe de ser pornografia. No artigo, a autora Lara Eastburn desvenda o mistério dos bambolês: são props e objetos cênicos, sim. Mas também são molduras e chamam a atenção para as pernas nas fotos, e podem facilmente remeter ao sol, à lua, a planetas – uma alusão aos corpos celestes.

http://www.pinterest.com/pin/190699365441955320/

Se você tiver gostado, fique com mais fotos das gatinhas do Ziegfeld Follies – seja para babar nas moças ou nos figurinos. O aniversário é meu, mas quem ganha presente é você 🙂

Retro style – anos 20, era da Grande Depressão, e a gente se divertindo

Eu e marido gostamos de nos vestir bem. Se você veio parar aqui por acaso e não me conhecia, muito prazer, é assim que me monto normalmente para shows da nossa banda:

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Foto gentilmente tirada pelo Marcos Faria. Aliás, clique aqui e leia o blog dele, um dos meus favoritos da internet inteira

(pra mulherada, todos os itens que usei no make estão aqui, ó)

…e quando estiveres no Rio de Janeiro, faça-me o favor de tentar assistir a pelo menos um show do Uisqueletos Extravaganza. Aposto que você nunca viu nada igual.

Lia Amancio fala sobre vintage

Menina Maçã passou pra Sabrina Ferreira que passou a bola pra gente: o que você mais gosta de ‘vintage’? Que referências você tem, o que você usa? Compra pronto ou manda fazer? São 16 perguntinhas. Como eu já curto fazer um videozinho no youtube, não resisti e fiz isso aqui pra vocês:

https://www.youtube.com/watch?v=L_dJOpDKY64

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