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De plutão, pentaquarks, a vida, o universo e tudo o mais

11201505_10153023256442607_3562440740650704663_nPeguei essa imagem lá com a Beth. Pra quem ainda não viu, é uma foto de Plutão.<3 E, sim, isso é importante. É lindo. Como bem lembrou o Roney, presta atenção na qualidade da imagem, e agora tente abstrair e mensurar a distância de plutão pra gente. Foram 9 anos de viagem pra que esse registro fosse possível. Fora o tanto de informação registrada na sonda nesses 9 anos de viagem. Em nota mais ou menos relacionada, a Ge me lembra que os estudos no colisor de hadrons lá do CERN já apontaram a comprovação da existência dos (até então hipotéticos) pentaquarks – grupos de cinco quarks – que vão servir não apenas pra cair na prova de química, como para que os cientistas estudem protons e neutrons com mais precisão, e tenham uma maior compreensão da vida, do universo e tudo o mais (42).

Fé na humanidade: tá tendo. ❤

* * *
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Da sensação de estar lá e não estar

Existe um movimento esquisito no mundo: o das pessoas que vivem penduradas no celular mesmo quando deveriam prestar atenção ao mundo ao redor.

Pra ilustrar com um exemplo: eu pego, diariamente, pra ir pro trabalho, uma barca. Pra quem nunca andou de barca, existe um saguão de espera. Atingida a lotação máxima da barca, a gente é liberado pra ponte de embarque da barca que vai sair naquele horário. Até aí, normal. O celular cumpre a função do jornal e da revista que você vai ler enquanto espera, certo?

Não.

Tá todo mundo no whatsapp. E não é só enquanto espera: é andando também. Embarcando. É preciso desviar das pessoas, que andam mais devagar enquanto digitam. As pessoas não param de digitar nem andando.

O whatsapp permite a conversa entre duas pessoas. Se eu estou trocando mensagens com alguém durante o meu tempo ocioso (15 minutos no ônibus, 20 esperando, 20 na própria barca), eu aviso “tou na rua, nos falamos mais tarde”. Ou nem aviso, mas espero que o outro entenda que não estou o tempo todo conectada e que a conversa pode continuar a qualquer momento – em 99,9% dos casos, não há urgência alguma. Mas faço um esforço para estar ali, para viver o momento e prestar atenção à minha volta.

A rotina já é tão multitask que, em algum momento, é importante dedicar sua plena atenção para alguma coisa

Para além da questão óbvia da segurança ao atravessar a rua ou tropeçar nessas calçadas irregulares da cidade, há a questão do “estar lá”. A rotina já é tão multitask que, em algum momento, é importante dedicar sua plena atenção para alguma coisa. Tanto melhor que seja para a sua segurança e para o convívio com outros seres humanos, ainda esse convívio seja apenas uma fila.

Com isso, não quero dizer que sou contra tecnologias. Eu mesma vivo pendurada no celular. Esse post foi todo escrito no meu Sony Xperia e publicado pelo aplicativo do WordPress usando a conexão 3g da Vivo, durante o trajeto de barca, veja você (o desenho foi feito à mão, durante a viagem de volta). Acho muito impressionante que um aparelhinho desses funcione como um escritório de bolso – e, mais do que ficar de bate-papo, uso e abuso do bichinho pra ser uma pessoa mais produtiva, pra criar, pra registrar pensamentos, pra compartilhar com os amigos meus achados.

Mas a hora de andar é a hora de andar. A hora de prestar atenção na fila é hora de prestar atenção na fila. A hora de trabalhar é hora de trabalhar. O momento é para ser vivido. Sempre. Guardar o celular no bolso não vai fazer cair o mundo. Lembre-se de que 99,9% das vezes, o chat não é caso de vida ou morte – preste atenção no que você está fazendo. É bom. Dá uma sensação de plenitude por estar ali. Quando foi a última vez que você se sentiu assim?

Cara.. Guarda isso.

E depois vem aqui e me conta como foi viver o momento. Eu, pelo menos, me sinto autossuficiente pacas cada vez que percebo que estou entrando na neura da conectividade e paro antes de cair nessa.

Aí começo a prestar atenção nos plec plec plec dos sapatos na rua, nos cheiros não necessariamente bons – mas reais – da cidade, onde bate sol para fugir do frio, se tem alguém buzinando, se tem pássaros cantando, no gosto do mate e na textura do pão de queijo, e me sinto incrivelmente ali.

E você?

Consegue?

Vem aqui e me conta.

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Apps para fazer arte, parte 1 – Um novo celular

Eu tava devendo aqui… as dicas de apps para fazer arte! 🙂

Sou usuária de Android, mas alguns desses aplicativos têm versões pra iOs também. Só um aparte: fui coagida a trocar de aparelho recentemente. Lembra quando eu disse no Facebook que era uma dinossaura e não conseguia usar touchscreen pra digitar? Bem, era isso ou viver offline, já que não se fazem mais celulares como antigamente.

Como me sinto...

Até que meu antigo Lg Optimus virou Pessimus – travou e nunca mais ligou.

Bom, já que eu teria que escolher um celular com teclado na tela, fui por eliminação – tudo o que eu não gostava no aparelho antigo teria que ficar de fora.

– eu NÃO gostava das constantes travadas por falta de memória RAM. LOGO, precisava de um com boa memória (até porque uma das melhores maneiras de trabalhar com imagens é compartilhar de um app para outro)

– eu NÃO gostava de ver que as fotos que tirei ficavam com o objeto lá longe, e que aquele zoom da câmera era um desastre

– queria uma boa câmera de vídeo e áudio, porque pro que eu quero para os próximos meses, é importante ter vídeo

– a tela precisava ser razoavelmente larga, porque eu mal sei usar esse negócio de teclado na tela

– Já que o programa de pontos da minha operadora resolveu regular ponto de uns tempos pra cá e eu teria que comprar o aparelho com meu rico dinheirinho, fiz questão de ir num desses shoppings de informática, porque eu NÃO queria mais apps instalados pela operadora à minha revelia, que eu não conseguiria desinstalar.

– e, ah, sim: faço questão de Android.

Acabei optando por um Sony Xperia, que é praticamente um escritório de bolso – e pra quem ainda não se acostumou com escorregar os dedos pela tela pra escrever, até que o dicionário dele é bem mais esperto do que eu pensava que seria, bem como a função de autocompletar. Yay!

Este não é um post pago da Sony, mas quem quiser dar uma forcinha para a amiga, pode comprar por aqui que eu ganho uma comissãozinha nas vendas. Tá na faixa dos 800 e poucos reais.

Em tempo: já posso dizer que ganho dinheiro com o que amo, já que mal encostei na minha conta oficial pra comprar o aparelho – vendi tantos bambolês que banquei o celular. Quer dizer: todo aquele papo de “não desista dos seus sonhos” funciona, de alguma forma. Yay. Acho que já posso me empolgar.

– Mas e os apps pra fazer arte?

Aqui está a parte 2 do post: Apps para fazer arte, parte 2 – Ah, sim. Os apps!

Uma breve análise do modelo de negócios já meio defasado do Fora do Eixo

Confesso que estou curtindo demais esse momento de discussões sobre o modelo ‘anticapitalista’ promovido por coletivos produtores/difusores de cultura – notavelmente, essas discussões sobre o Fora do Eixo. Nunca vi um show promovido por eles – ok, tudo bem, eu não conto, sou do eixo, né? – mas acompanho avidamente, desde a época de faculdade (e isso faz muito tempo) as mudanças nos modelos de negócios promovidas pelas tecnologias de produção e difusão de produtos culturais – minha monografia de conclusão da graduação em Produção Cultural, há mais de dez anos, falava de música. Mas fui trabalhar com cinema, com internet, com inovação, e agora não tem mais volta: é paixão.

Participei do grande fórum CulturaDigitalBr em 2009, fiz curso de extensão em Capitalismo Cognitivo na UFRJ coordenado pela Ivana Bentes, frequento palestras, cursos e eventos ligados ao assunto; tenho um pezinho no jornalismo e outro na música, frilei muito com músicos, tanto na produção de shows como na produção de conteúdo para redes; casei com músico e assumi meu lado artista, ora bolas. Então não é de hoje que esse assunto me interessa. Não consigo ver essa discussão toda em cima do Fora do Eixo e não vibrar com cada texto kilométrico atacando ou defendendo os caras.

Entendo e prego a necessidade de mudança de modelos de negócios, a cultura dos coletivos, conhecimento, informação e reputação como geradores de valor, em muitos casos maior do que dinheiro. Entendo que não faz sentido chamar os caras de seita, porque tá na casa trabalhando 24h/7 quem quer, e quem não gostou que saia dali e procure um emprego de verdade, ué. Há coisas muito legais nessa história toda. Por outro lado, esses caras precisam de um novo modelo de negócios urgente. Se um dia eles acabarem, tudo bem: muita gente boa vai continuar produzindo arte e cultura fora do eixo Rio-SP, sem o apoio deles. Mas, por todo o discurso moderno baseado em redes e tecnologia, e até pela importância histórica dos caras na cena de cultura digital no Brasil, seria legal da minha parte tentar ajudar a manter a organização pulsando. Vamos lá:

1 – A decisão sobre remuneração cabe ao autor

Em primeiro lugar, porque esse negócio de pagar com troca de serviços de parceiros pode funcionar bem pra uns, mas não para outros – e aqueles que preferem receber seus cachês em espécie não precisam ceder seus produtos para o Fora do Eixo, simples assim – mas o Fora do Eixo não pode, simplesmente não pode ameaçar músicos, como há relatos de que tenha feito; não pode se apropriar de produções alheias para divulgar sua marca – lembrando que estamos falando de um universo não regido por dinheiro, mas regido por reputação. É só lembrar das licenças creative commons: pode compartilhar, mas não pode ganhar em cima, se eu não quiser. E se você não ganha dinheiro, mas ganha reputação, poder, contatos, capital social, mailing ou seguidores às minhas custas, sem me remunerar da maneira que eu decidi quando escolhi atribuir uma licença ao meu produto – que pode ser em dinheiro, em atribuição, em potes de Nutella, em cursos de dança grátis – , você é um pilantra. E pilantragem pode trazer problemas jurídicos.

2 – Modelo de trabalho antiquado

Em segundo lugar, sem questionar se o esquema de trabalho nas Casas Fora do Eixo pode dar merda com o Ministério do Trabalho e considerando que todo mundo que está lá está porque quer, ninguém obriga a seguir essa lógica de trabalho 24/7, de ultrapassagem de limites entre pessoal e profissional, eu diria que essa onda de ‘a tecnologia já mesclou a vida pessoal com a vida profissional, somos todos conectados 24h por dia e nosso trabalho É quem a gente é’  já está defasada. Amigo, leia Tim Ferris. Você pode ser EXTREMAMENTE produtivo, focado e operar com metas factíveis por pouco tempo do seu dia, pode delegar tarefas, você pode trabalhar à distância, você pode fazer o que quiser. Esse esquema de ter que estar no seu local de trabalho em horários predefinidos é extremamente fordista – e, consequentemente, capitalista pra caramba. Então não venha tirar onda de ‘caixa coletivo’, comunistazinho de boutique, porque não há nada mais capitalista do que pessoas que vivem para o trabalho. Não tem dinheiro envolvido, mas alguém está lucrando algo com essa história toda – e não é você, o babaca explorado que escolhe viver para trabalhar pra alguém. Tudo bem, é para um bem maior, para uma coletividade… mas vocês hão de convir que muita gente tem se sentindo lesada pelos esquemas deles. Então não é exatamente um BEM maior, certo? De qualquer forma: cadê a liberdade? Como assim, horizontalidade e comunidade, e você tem que pedir permissão pra ir pra casa?

Leiam ‘A semana de quatro horas’ e aprendam o que é modelo de negócios, trabalho e remuneração baseado em redes e em tecnologia. Isso aí que eles fazem não tem NADA de revolucionário. Me lembra aquelas agências de publicidade onde todo mundo veste a camisa da empresa, mas não tem fim de semana pra ficar com a família. “Ah, eles são minha família”. Sei. A-ham, senta lá, Claudia.

3 – Modelo de negócios cada vez mais longe de ser autossustentável

E terceiro, como Cid bem lembrou, o Fora do Eixo virou um intermediário de patrocínios. E desde aquela época em que eu era apenas uma formanda em Produção Cultural, já tinha uma certa bronca com a cultura do edital.

Depois que fui trabalhar com isso, só piorou.

A indústria cultural hoje, no Brasil, é excessivamente dependente de fomento alheio, mais especificamente dinheiro público. Isso tem diminuído graças a entidades e órgãos que têm preferido incentivar o desenvolvimento de projetos a simplesmente fomentar uma produção que, a partir do momento que já sai do papel, já está paga por alguém; a entidades, órgãos e empresas que têm investido em produtos culturais, e não simplesmente apoiado – o próprio termo investimento já pressupõe alguma espécie de retorno, o que dá ao produtor da obra o compromisso com levá-la para um grande público. A gente, que PRODUZ cultura, precisa aceitar que verbas públicas são limitadas, e é impossível incentivar tantos projetos quanto existem produtores, a não ser que o dinheiro concedido seja ínfimo e não pague nem a água do catering do primeiro dia de produção. O órgão público gastava dinheiro à toa, porque essa verba, de tão pouca, fazia pouca diferença no orçamento, e o produtor reclamava da pouca verba. Mas tava sempre lá pra pedir, né? Verba é verba.

Nos últimos tempos, as gestões de cultura que tenho observado à minha volta, em esferas municipais, estaduais e federais, têm trabalhado pra mudar esse cenário – por isso, o desenvolvimento de projetos (ensinar a pescar é muito mais lucrativo para todas as partes do que dar o peixe), os prêmios de estímulo à qualidade, que dão retorno a projetos com compromisso com público, e o foco nas áreas reembolsáveis – que vão garantir o retorno financeiro pra sustentar toda a operação da empresa, possibilitando, consequentemente, também o investimento a fundo perdido. O termo da moda agora é economia criativa, ou economia da cultura, porque gestores públicos já sabem que cultura e criatividade movimentam capital – seja ele dinheiro, reputação ou mailing -, e não é pouco.

Você, analista de tendências, já percebeu onde isso vai parar, certo?

Não?

A Lei Rouanet já está sendo discutida. Finalmente, a gestão pública de cultura começa a notar a dependência do mercado do dinheiro público, e começa a incentivá-lo para que o setor, seja ele qual for, ande com as próprias pernas, cada vez menos dependente dessa grana do governo, ou até mesmo da grana dada por empresas privadas, que deveriam estar sendo alocadas em impostos. Em alguns anos, muito provavelmente, as únicas áreas que receberão incentivo MESMO serão as de preservação de acervos, porque a partir de um certo momento esses acervos já passaram por todas as explorações comerciais imagináveis, e sua preservação e manutenção custa caro – e tudo o que tiver um potencial de público pagante vai poder andar sozinho, com as próprias pernas. Esforços consideráveis têm sido feitos no sentido de tornar o setor criativo autossustentável.

Então posso apostar que, dentro de alguns anos, esse modelo baseado em editais vai perder muito a força. Se você sustenta seu esquema com dinheiro de patrocínio, de editais, de dinheiro público, você está com os dias contados – seja porque cada vez menos apoio será dado neste sentido, seja porque quem está no poder pode ser outra pessoa nas próximas eleições – e essa pessoa pode não gostar de você.

Então, FdE, que tal aprender com coletivos que independem de verba pública? Com coletivos de produtores que FAZEM suas artes e VENDEM suas artes a preços de mercado? Que se unem para divulgar as produções uns dos outros, que se complementam?

Fica a dica.

Como eu não dou ponto sem nó…

Esse foi só um primeiro diagnóstico. A consultoria completa sobre como adaptar o modelo de negócios para uma gestão mais autossustentável, eu também faço, mas só sendo remunerada de alguma forma, porque meu tempo também vale um bocado. Pode até ser em troca de serviços, mas normalmente é em dinheiro, porque preciso comprar a coca-cola das crianças.

E aí, vai?

Entre em contato: lia.amancio@gmail.com

Cinema brasileiro no Youtube

Sobre aquele canal do Youtube de filmes brasileiros, em vez dos detentores de direitos denunciarem conteúdo não autorizado, o que dá em retirada do conteúdo e suspensão do canal depois de 3 notificações, não seria muito melhor se todos eles virassem parceiros do Google e ELES ganhassem em cima dos anúncios que aparecem em suas obras? Na boa, tem filme ali que já não dá mais um centavo. Coloque o SEU próprio filme no SEU canal, habilite o revenue share e seja feliz.

E, amigos distribuidores… que tal aceitar que a janela internet já é paralela à janela cinema há tempos, e investir também nos lançamentos no Netflix, Videolog, Netmovies e no próprio Youtube? Acho digno. Aliás, não sou só eu, não…

* * *

Se você caiu de paraquedas aqui e não sabe o que é uma janela de exibição, é mais ou menos o seguinte: o lançamento de um filme no cinema é o lançamento de um filme no cinema, e isso você já sabe – venda de ingressos e de pipoca, toda aquela coisa. O que talvez você – se caiu de paraquedas aqui – não saiba, é que a exibição no cinema também serve como vitrine *e* termômetro para o lançamento posterior do filme em homevideo, TV paga e TV aberta, geralmente nessa sequência. E homevideo, TV paga e TV aberta também são janelas, sacou?

O que ainda não é consenso, não sei por que, é sobre a janela internet. Quer dizer, eu sei por que. Porque no dia em que a indústria aceitar que internet já é a segunda janela (às vezes, até a primeira. E às vezes, dependendo do filme, deveria ser a única), muitos modelos terão que ser rediscutidos e revistos (lembra quando resolveram instituir que a janela entre cinema e DVD encurtaria, que gritaria foi? pois eu lembro?). O que não entendo é por que isso já acontece há uns quase 15 anos (ou ninguém lembra da outra gritaria, aquela de 1999, quando descobriram o napster pra compartilhamento de arquivos digitais? será que ninguém sabia que depois da música viria o vídeo?) e nem agora se cogita incluir internet na cadeia do audiovisual, especialmente porque é, sim, possível falar em ‘consumo’ e ‘receita’ quando se fala em internet.

* * *

Para entender mais sobre janelas de exibição (e muito mais): http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/6991/Três Dimensões do Cinema.pdf

Às voltas com um aparelho…

* Pois é, minha gente. O Projeto AutoAjuda está dando certo.

* Neste exato momento, no Rio de janeiro, acontece o Rio Content Market, evento inteiramente dedicado à produção de conteúdo audiovisual – e eu estou credenciada, e DEVERIA estar assistindo a palestra de Jack Bender – criado de séries como Alias e Lost – nesse exato momento, mas não estou porque meu celular – Motorola, se vocês querem saber – tem superaquecido o circuito e, assim, NÃO CARREGA. Fica ali, faz que carrega por duas horas e, quando tiro da tomada, ZERO carga. Eu só queria que meu aparelho CARREGASSE para que eu pudesse passar o dia no evento, com uma bateria full. NÃO POSSO. O suporte da Motorola me orienta a levar o aparelho + bateria + carregador + nota fiscal (que, obviamente, não adianta nada porque tenho esse aparelho há mais de 2 anos) a uma das lojas autorizadas e, assim, ficar sem aparelho por semanas. Tá de brincadeira com a minha cara, né, Motorola? Só pode.

Então é isso. Se acontecer alguma coisa comigo, é porque neu celular explodiu na minha cara. Na Barra da Tijuca. Tudo o que eu mais queria na vida, claro.

* O Artista. A Invenção de Hugo Cabret. Meia noite em Paris. Aposto nos anos 20/30 como a grande tendência de moda de 2012, o que pra mim é ótimo: já ouviu minha banda?


http://www.youtube.com/watch?v=Frfp2ivW9vQ

Já dançou charleston alguma vez nessa vida?


http://youtu.be/_n8PKY4w_hw

Você não sabe o que está perdendo.

* Aprecio os anos vinte (do século passado), os trinta, os quarenta, os cinquenta… mas gosto de viver nos anos dois mil. Há facilidades nesta época que não haviam em nenhuma outra. As músicas não são tão charmosas, mas… há vantagens. Tirando, é claro, isso de viver às turras com celular…

É tipo um gelo, só que quente

É isso aí mesmo: umas pedrinhas termodinâmicas pra deixar o café (e o chá, e outras bebidas quentes) na temperatura adequada. Ah, se eu tivesse descoberto as Joulies enquanto ainda eram um projeto no kickstarter!

Acho digníssimo. Curti. E cobicei.

Achei aqui, no Springwise. Site oficial do produto/sonho de consumo: http://www.joulies.com/

Curtinha muito amor – e feito com celular

E o vencedor merecidíssimo do concurso de curtas da Nokia 2011, hein?


Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.

http://vimeo.com/25451551

Dedico aos alunos de argumento e roteiro deste período na UFF!
(olha o que eu falei sobre os formatos de tela verticais)

Aliás e a propósito, Cel.u.cine começou oficialmente… fiquem de olho!

Micropagamento é micro pra quem?

Rio Content Market. O nome já diz tudo, o conteúdo IMPERA no evento de todas as formas, em todas as mídias possíveis, vindo de vários lugares, para agradar a vários públicos diferentes.

Mas uma coisa está me chamando atenção: vários palestrantes falam do MICROPAGAMENTO, o que parece ser a grande tendência para o conteúdo, agora que todo mundo sabe que ele circula livremente online e em dispositivos móveis, todo mundo sabe que ele é compartilhado de um dispositivo para o outro e todo mundo espera que o autor seja remunerado pelo que cria. Então é bom alguém pagar por ele.

Quando o conteúdo é grátis, a gente já sabe que ele não é totalmente grátis, certo? Quer dizer, ele é grátis para o consumidor/espectador, mas é um esquema muito parecido com o da televisão: a receita vem dos anúncios e o veículo precisa ter um conteúdo muito bom para atrair mais e mais audiência para aquele anúncio. Quando digo ‘muito bom’, quero dizer ‘muito bom para o público alvo daquele anunciante’, senão o anúncio não dá retorno e o anunciante para de anunciar. Tem também o conteúdo produzido especialmente como mídia para a veiculação de alguma marca específica, é o tal do branded content. Não é mistério algum.

O mistério está nos tais micropagamentos.

Não faltam sistemas seguros, como o PagSeguro ou o PayPal. Isso é o de menos. A questão é que o que é micro pra você pode não ser para quem cobra.

O que é um preço justo para assistir a um filme online, por exemplo? Eu, particularmente, acho os US$1 ou US$2 do Mubi justíssimos. Tenho vergonha de baixar um filme, podendo pagar menos de 4 reais para assistir em casa, sendo que eu e marido podemos ver, e alguém será remunerado por isso. O Terra TV, passou ‘Inception’ a R$4,90. Gente, é um lançamento! Gente, é mais barato do que locadora! Gente, eles são muito claros quanto à divisão desses R$4,90: uma parte vai para eles, que disponibilizam a infraestrutura de exibição, e outra parte vai direto para os detentores dos direitos (pra que ECAD, não é, minha gente?). Já os 70 reais para assistir a 7 filmes da franquia Harry Potter, eu me recuso: dez pilas por filme? Sai mais barato pegar em locadora que, ainda assim, sai caro. Ou seja, quero não. Aí você já sabe o que acontece. Simples assim.

Longe de mim achar que os micropagamentos estão fadados ao fracasso. Pelo contrário. Acho que se for micro MESMO, e se houver transparência no destino dos valores, o consumidor paga.

E você? O que acha? Quanto vale um filme online pra você?

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Hello, my baby! Hello, my honey…

Este blog tem dez anos de idade. Juro. Mas como mudei de endereço várias vezes (e em algumas delas acabei perdendo os arquivos), dificilmente vocês, que estão lendo este post, acompanham isso aqui desde o início. A verdade é que eu era especializada em falar abobrinha, curiosidades sobre desenhos animados, tosqueiras da internet e afins. Sempre tinha um comercial japonês, um rockstar que, por acaso, foi visto nos créditos de algum desenho animado bacana, um clipe bizarro, uma notícia nerd. Hoje, o tempo está um pouco mais escasso do que há anos atrás – trabalho full time, e agora tem a dedicação à cara-metade (que é um prazer, aliás!) e alguma dedicação a atividades físicas, porque o metabolismo depois dos trinta já não é o mesmo. E tem os projetos para o futuro, que precisam ser plantados agora. Ou seja, complica marcar presença todo santo dia.

Ultimamente, tenho escrito algumas coisas interessantes sobre a matemática das vendas de música digital, crowdfunding para projetos criativos e sobre quem paga a conta do conteúdo grátis.

Mas eu sei que vocês vêm aqui porque querem ver a gente tocando clássicos da minha, da sua, da nossa infância no ukulele. Se você lembra do desenho do sapo que cantava (ou se vocês lembram do alien em ‘Spaceballs’ – valeu, BoiMarinho!), é capaz de curtir isso aqui:


http://www.youtube.com/watch?v=JevYkVxsMwQ

Mamãe já aprovou. Falta você.

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