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1ª Relicário – Feira de Cultura Vintage [Fotos]

Eu realmente queria ser dessas pessoas que tiram fotos incríveis. Well. Minha câmera é boa. Já eu não sou fotógrafa. 🙂

De qualquer forma, confira no meu álbum do Flickr como foi a 1ª edição da Relicário – Feira de Cultura Vintage, dia 18 de julho no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa.

1ª Relicário - Feira de Cultura Vintage

E se liga que a próxima já tem data! Dia 8 de agosto!

Bora sacudir o esqueleto (infelizmente, ainda não é dessa vez que vocês vão sacudir Uisqueleto lá). 😉

(nosso baixista estará viajando. Quem sabe na terceira edição, se vocês pedirem?)

Cinemão na Penha (RJ)

Imagine um carro aparelhado para exibição de filmes nacionais, equipado com super projetor de imagem, telão, sistema de som, mega-fone, cadeiras e pipoqueira: esse é o Cinemão – Vículo de Ocupação Tática da Cultura.

A próxima sessão será no dia 21 de abril, domingo, às 19h, na Arena Carioca  Dicró. O projeto, que é apoiado pela ONU no Brasil, exibirá o longa-metragem “Onde a coruja dorme“, dirigido por Marcia Derraik e Simplício Neto.

Na sequência, o projeto mediará um debate com a participação da equipe dos filmes e membros do Observatório de Favelas. Antes da sessão principal serão exibidos os premiados curtas documentais – “Angeli 24h”( dir. Elizabeth Formagini ) / “Silêncio” (dir. Alberto Bellezia e Cid César Augusto ) \ “Mãos de Outubro” (Vitor Souza Lima ).

Quem estiver por perto, dê um pulo lá. Programão imperdível.




Protesto… pra que mesmo?

E cá estou, novamente, me desculpando pela ausência. Isso já está ficando constrangedor. Mas é que, bem, ando trabalhando, estudando, cuidando da casa, cozinhando e agora a bandinha está tocando. Não que eu tenha parado de escrever. Longe disso. Tenho até escrito bastante, mas veja bem: tem o pessoal que me paga e tem o pessoal que me dá nota pelo que escrevo. Aí já viu…


Essas últimas semanas foram marcadas por marchas e protestos, o que também já está ficando constrangedor, já que ultimamente nego deu pra marchar e protestar por direitos que as pessoas JÁ têm, como a tal da Marcha da Liberdade (“pelo direito de fazer passeata”), o protesto contra o cancelamento do festival de Santa Teresa (detalhe: arte desplugada nunca foi proibida de acontecer na rua), o dos skatistas da Praça XV (esse sim, com razão!), o do Código Florestal (que deve ter sido vazia, porque a juventude engajada carioca prefere fazer protesto pelo direito que já existe de fazer passeata ou tocar em lugares públicos), e agora vai ter a tal da slut walk, porque um babaca no CANADÁ falou algo mais ou menos como ‘mulheres que se vestem de vagabundas pedem pra ser estupradas’ e aí no BRASIL nego resolveu fazer passeata. Não sei muito bem qual é o resultado pretendido desta ação. A real é que não sei muito bem onde essa modinha de protestos, marchas e passeatas vai dar. Sou pessimista, creio sinceramente que uma marcha ou passeata tem efeito quando tem adesão massiva e, óbvio, quando é um evento isolado. Essas passeatas de 100 pessoas em Copa, com um malabarista à frente e cartazes coloridos… sei não, hein? Lá na minha terra, isso tem outro nome.


Cid tá dizendo que vai organizar uma marcha pelo direito de fumar onde bem entender. Vai esbarrar com a marcha pelo direito de não respirar cigarro, que eu provavelmente vou ajudar a organizar. Lá na poplist, sugeriram uma ‘marcha pelo temaki mais barato’, o que eu acho uma causa nobilíssima. Sou a favor também do protesto “Chega de protesto!”. Pelo direcionamento da energia para coisas mais produtivas, como FAZER música em vez de ficar só protestando pelo direito de tocar, de ANDAR de bicicleta em vez de protestar pelo direito de andar de bicicleta (a bicicletada é um ótimo exemplo de como uma oportunidade de pedalar em massa pra garantir a segurança do ciclista está virando um… protesto), protesto em prol da minha paciência, que já tá acabando com esse monte de micareta disfarçada de protesto.


E vocês? Têm visto algum protesto bizarro nos últimos tempos?

Omelete não entende nada de Rio

Adoro o Omelete, é leitura obrigatória aqui em casa, mas qual foi a desse especial ‘Rio’, hein? Peidaram na farofa FEIO. Tá, levar o Omelete a sério também é muito feio, mas é que mexeu com assuntos que me são caros (minha cidade, meu trabalho, minha família), mexeu comigo. Agora aguenta!

A crítica a ‘Rio’ já começa equivocada porque o Brasil *não* foi retratado como um país de ‘samba, praia, favela e futebol’ porque o filme não fala do Brasil, fala de uma cidade específica. Quer ver diversidade cultural brasileira, vai ver o filme da Mariana Caltabiano, oras. Em ‘Rio’ você vai ver Rio de Janeiro. E, foi mal, o Rio é lindo desse jeito mesmo que o Carlos Saldanha mostrou.

Pérolas do Maridão: “Queria o que, uma arara perdida no meio do minhocão?”

Como falar de uma cidade como o Rio de Janeiro sem mostrar os tais clichês que vocês tanto criticam? Se não tivesse praia, carnaval e trombadinhas assaltando turistas no Cristo, não seria um filme sobre o Rio – seria uma história que poderia acontecer em qualquer lugar e poderia se chamar ‘Araras’. Mas se chama ‘Rio’ e, até onde sei, os cariocas se sentem muito bem representados. O clichê, amigos Omeleteiros, não necessariamente é algo ruim. Ele contextualiza o espectador na ação, ele ambienta: é o famoso ‘postcard shot’ que faz com que você identifique que tal cena se passa em Paris depois de ver a Tour Eiffel. Ah, o clichê é de roteiro? Gente, é uma animação voltada também para um público infantil – quer complexidade, leva o guri pra ver David Lynch, pô. Ah, o problema são os flamingos? Como bem lembrou meu marido, ninguém reclama do multituberculado Scratch em ‘A Era do Gelo’, e muito menos do Dino morando com Fred Flintstone. Achamos, aqui em casa, que o problema pode ser recalque. Afinal, imagina uma animação chamada ‘São Paulo’, que alegria?

(brinks, hein? A gente gosta de São Paulo! Estamos, inclusive, devendo uma visita pra Bia e pro Caverna!)

Dizer ‘não gostei’ é mais simples e evita o constrangimento de falar besteira. Por exemplo, só não achei o filme irrepreensível por causa dos números musicais – nenhuma canção memorável, músicas mais ou menos fora de contexto e pelo menos duas cenas chupinhadas de outros clássicos infantojuvenis (ou vocês não lembraram da rave dos lêmures de ‘Madagascar’ e da cena do ‘beije a moça’ em ‘A pequena sereia’?).

http://www.youtube.com/watch?v=FbMMKxvXs6g
Em vez de ver o videocast sobre O Brasil dos Gringos do Omelete…

Por fim, recomendo enfaticamente a leitura do livro ‘O Brasil dos Gringos’ e o documentário ‘Olhar Estrangeiro’, que realmente foram ‘atrás da verdade’ nesse assunto (por acaso, o roteirista do filme e autor do livro é meu pai e autoridade em estereótipos brasileiros na cinematografia estrangeira). Porque, das duas uma: ou o pessoal do site não leu (e devia, pois é o melhor material de pesquisa que poderiam ter) ou leu e não deu os créditos. Nas duas opções, crítica do Omelete #Fail. Dia 28 a gente vai ver ‘Thor’ pra saber se, pelo menos nessa, vocês dão uma dentro…

Hit do dia: Send me on my way

Em tempo: ao desavisado que chegou aqui procurando por “david byrne” + “trilha sonora” + “a era do gelo”, em ‘Send me on my way’ o vocalista do Rusted Root soa MESMO como David Byrne, mas não é o próprio. Você jamais acharia essa música se continuasse procurando por David Byrne, amigão – mas a gente é legal e te manda aí o que você queria:

http://www.youtube.com/watch?v=IGMabBGydC0

* * *

E por falar em ‘A Era do Gelo’, Lounge já viu ‘Rio’ há umas duas semanas. ASSISTAM. A história da ararinha azul criada em Minnesota sem nunca ter aprendido a voar e precisa procriar com a única fêmea da espécie, que vive no Rio de Janeiro, é ENCANTADORA.

É, não há palavra melhor pra definir ‘Rio’, o filme: encantador. Estreia hoje no Brasil, uma semana antes dos EUA. ASSISTAM. Pelamor. Assistam.

Steven Seagal, tex mex no RJ e dicas para seu negócio

Ainda sobre o post anterior, sobre as cinco notícias que não vão mudar a vida de ninguém: na verdade, posso não me ligar em lutas, mas me ligo bastante em cultura pop. E mesmo não acompanhando o UFC e não tendo o menor apreço por violência física, não tem como não comentar: grande Steven “Força em alerta” Seagal, hã?

* * *

Alguém chegou aqui procurando por “aniversário em bares” + “rio de janeiro”. Também passo por esse dilema, meu aniversário é dia 21/02.

A diferença é que, normalmente, não tenho dúvida alguma: acabo arrastando o povo para o Puebla Café, na Cobal do Humaitá, um tex-mex honesto com mojitos excelentes, uma taco salad espetacular e tocado pelo Angelo, uma das figuras mais queridas do Rio de Janeiro.

Ainda na praia tex-mex, o Clandestino, em Copacabana, expandiu e adotou um cardapiozão de tirar o chapéu, com preços honestíssimos também. Tá valendo.

* * *

Recomendaria o Big Kahuna Tiki Bar, mas este fechou rápido. Uma pena. Frequentadores especulam sobre motivos em potencial para o fechamento do bar. São eles:

– a falta de estrutura de cozinha: sem comida, enfraquece o consumo de álcool, ainda mais se o cardápio é basicamente álcool pesado, tipo rum. Faltava um sanduíche, uma batatinha frita, alguma coisa pra forrar o estômago e o álcool bater melhor;
– excesso de informação não solicitada sobre a cultura tiki: tudo bem que era um bar diferente, mas plaquinhas e folders para quem quisesse saber mais explicariam muito melhor do que a aula de 20 minutos dada pelo barman. E quem já conhece a cultura tiki ganharia mais vinte minutos pra beber;
– o ponto, escondido demais (nos fundos de uma loja que já é numa rua de pouca circulação. Nada que falasse do bar do lado de fora, que atraísse o passante incauto para o bar se você já não fosse atraído normalmente pelo visual da loja).

* * *

Vai abrir um negócio?

Que tal…

– Estudar a demanda
– Levantar quem são seus principais concorrentes
– Criar um diferencial competitivo para o seu negócio (preço? especialização em algum segmento ou nicho? sei lá!)
– Já pensar em como você vai atrair seu público
– Já pensar em como você vai RETER seu público
– De quanto dinheiro você precisa por um mês, incluindo gastos administrativos, comunicação, marketing, insumos, etc?
– E pra seis meses?
– E pra um ano?
– Quantas unidades de [produto ou serviço] você precisa vender por mês pra cobrir o valor gasto e, eventualmente, dar lucro?
– Quantas pessoas cabem no lugar? Se a lotação for de 20%, você cobre os gastos?
– De onde vai sair o dinheiro?

O Sebrae tem uns cursos ótimos sobre contabilidade, planejamento financeiro, etc – e está presente em vários estados. O Rio Criativo é um programa de incubadoras de empresas da indústria criativa no Rio de Janeiro – e mesmo que seu negócio seja de outra indústria, no site e na lista de discussão tem uns materiais ótimos – planilhas, modelos de planos de negócios e congêneres. Assim, você diminui a possibilidade de falir cedo. Vai por mim.

* * *

…e se precisar de consultoria em comunicação, me chama.

Programão de sábado à noite

Como vocês já estão acompanhando as aventuras estereofônicas de Lia Amancio e Cid Mesquita no ukulele, achei por bem avisar: sábado agora os sensacionais Uisqueletos (a banda de Cid de jazzinhos, bolerinhos e covers inusitadas) estreiam oficialmente a nova formação no Plano B, a simpática loja de vinis e gente esquisita, que fica ali no comecinho da Francisco Muratori, na Lapa. E onde o ukulele entra nisso? Vamos fazer um numerozinho de abertura, uma meia dúzia de musiquetas e hits de outrora, com direito a contrabaixo acústico (se o baixista não furar, hehe). Meu sogro de 70 anos aprovou o repertório. Sinal de que estamos no caminho certo.

(não, a gente não está creditado no cartaz! como pode?
mas é que há controvérsias quanto ao nome do combo,
o que pretendemos resolver em breve)

Não paga nada, mas tem que chegar cedo: o trelelê começa por volta das 20h, porque meia noite tem que encerrar o barulho. Vizinhança bem educada é isso aí. Enquanto isso, fiquem com uma palhinha do que vai rolar lá:

O Big Kahuna bar e o grande guia tiki de Lounge

Como boas pessoas que vivem em 2010 no sentido mais pleno, quer dizer, por mais apaixonados por manifestações culturais retrô que a gente seja, é fato que vivemos uma era de remix de mil referências. Então dá pra curtir anos 20, 30, 40, 50, juntar o Hawaii com a Polinésia e tranformar tudo numa coisa só – “as coisas que a gente curte”. A cultura tiki de hoje é exatamente isso: uma apropriação da estética da mitologia polinésia que rolou nos EUA nos anos 50 por gente que curtia a vibe ‘sol, praia, drinks coloridos’ – mas como nego em, sei lá, em Detroit nem sabia o que era sol, praia e drinks coloridos, virou aquela coisa que você acha jeca e eu acho maneiro pra caramba, desde que não seja pra viver exclusivamente assim. Até porque aqui no Rio de Janeiro tem praia de verdade, tem sol de verdade e eu sei bem que a vibe nem é essa. A gente anda de chinelo na rua. Não, não temos araras voando pela cidade, sorry.

E com essa história da gente tocar ukulele (Cid muito melhor do que eu, é claro), estava aqui pensando que estava mais do que na hora de termos outra festa Tiki. E que a gente toca. CRARO. Aí de repente a Beth Ferreira, que produziu a outra festa tiki, me avisa que abriu um TIKI BAR logo ali, em Botafogo!

É claro que fomos conhecer. E já tem potencial para ser nosso little grass shack:

Big Kahuna - tiki bar

O Big Kahuna fica ali nos fundos da Boneyard, na Paulino Fernandes, 7. Perguntaram se era baratinho: baratinho, não é – mas os drinks são enormes, caprichados e bem servidos, vale o preço. Como fomos ao Big Kahuna naquele climão de soft opening, a carta de drinks não era definitiva e não, não tinha hamburgers no cardápio.

* * *
Quer entrar no clima tiki? Olha a seleção de links que preparei pra vocês:

Tikimentary é o documentário de Duda Leite sobre a cena tiki lá fora: o que é tiki, como isso virou uma espécie de ‘cena’ e entrevistas surreais com adeptos dessa cultura, colecionadores de canecas de carrancas, flamingos, flores, mocinhas, digamos, expansivas… bares com sereias vivas e… bem, assista e veja com seus próprios olhos que beleza.

– Cultura tiki sem drinks coloridos não tem graça. No Tiki Drink Recipes você tem um vasto acervo de coquetéis e demais diversões alcoólicas (ou não), com guarda-chuvas decorativos (ou não). Comece uma festa tiki agora!

– Por falar em festa, sem trilha sonora não dá, certo? A rádio online Luxuria Music garante a dose de lounge e exotica. Se não for suficiente, dá pra regar o convescote ao som de Tiki Tones, Los Straitjackets e, com um pouco de espírito desbravador na internet, corra atrás das coletâneas da Del Fi Records, especialmente a ‘Jungle Jive’.

– Agora só falta a beca: camisas floridas e vestidinhos vintage podem ser adquiridos em território nacional na Aloha Cafe Surf.

– Faltou alguma coisa? Não se preocupe: você acha no Tiki Room. Decoração, por exemplo, que é uma coisa difícil de se achar por aqui, mas com umas flores e plantas de plástico, persianas de bambu, chita florida como papel de parede, flamingos daquelas olarias de beira de estrada e carrancas da feirinha hippie já dá pra improvisar alguma coisa (não, não remodelei a casa tiki-style, foi o que veio à mente mesmo).

E vamo que vamo. Mahalo, maluco! Precisávamos mesmo de um lugarzinho assim.

Eles não ligam pra gente

Eu realmente queria ser daquelas pessoas que têm blogs de coisas lindas, fofas e inspiradoras. Aquelas fotos que parece que foram reveladas em color processing, carregadas no magenta; decoração campestre, trabalhos manuais, cupcakes, passarinhos e balões de gás coloridos.

Mas aíííí…


Michael!!

Aí eu vejo esse tipo de coisa e não resisto, preciso compartilhar com vocês.

(a foto saiu daqui)

Flashmob Michael Jackson no Centro

Como se 14 bicicletas sexta à noite na frente do Odeon não fossem WTF suficiente, apareceu essa galera:

Vendo o canal da tal Luciana Jackson, achei muito maneiro: eles rodaram o Centro inteiro, parando em vários pontos (CCBB, Caixa Cultural, Amarelinho), fazendo uma homenagem ao Rei do Pop.

Divertido. E meio bizarro perceber que isso não faz nem dois dias, mas os vídeos já estão disponíveis na internet – lembra quando você filmava em VHS, só podia editar na 2a feira na ilha da faculdade e ainda tinha que converter se quisesse disponibilizar pra alguém? Pois é, eu lembro. E bem. Beat it, beat it! No one wants to be defeated!!

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