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Agente Carter

E chega ao fim a temporada, aparentemente única, de “Agente Carter”, minha mais nova série queridinha do coração.

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Peggy Carter é a namorada de Steve Rogers – que, pra quem não ligou o nome ao personagem, é o Capitão América. Não, não coleciono gibis dos Vingadores – costumo ler séries mais curtas de personagens específicos e, às vezes, de desenhistas específicos. Confesso que só comecei a acompanhar os Vingadores depois que foram pro cinema – mas, também, o que a Marvel está fazendo com seus personagens é espetacular.

* * *

A essa altura, vocês já sabem que os direitos do Homem Aranha são de um estúdio, os direitos dos X-Men são de outro, e para a Marvel mesmo – já escolada em fiascos com seus personagens -, sobraram os personagens de ‘segundo escalão’, daqueles desenhos (des)animados dos anos 60 e 70. Pra quem não sabe…

Ah, e ‘Elektra’, ‘Demolidor’, clássicos desenhados por Frank Miller, mas que nas telonas foram aquela BELEZA. Enfim. O primeiro “Homem de ferro” em 2008, que escalou um carismático e, àquela altura, nem tão bem pago assim Robert Downey Jr., foi um sucesso – pelo filme, que é excelente, mas principalmente por causa da cena pós-créditos:


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No mesmo ano, teve “O incrível Hulk”. E, na sequência, a Comic Con de San Diego. Pronto. Agora os fãs queriam os Vingadores. E os não-tão-fãs dos gibis (que curtiram os filmes) acompanhavam tudo com a mesma avidez, porque o que eles estavam fazendo era genial.

E o que eles estavam fazendo – que a DC Comics não fez até hoje – era mais do que um monte de filme de super-herói: era fazer com que todos os filmes fizessem parte de um mesmo universo. Porque nos quadrinhos eles já faziam, e isso fazia sentido. No cinema, era a primeira vez que isso acontecia. E, pelo sucesso dos filmes, era exatamente isso que os fãs queriam ver.

* * *

Entre um filme e outro, a Marvel manteve o interesse dos fãs aceso (e o buxixo em torno do que aconteceria em seguida) com curtas-metragens e até uma série de TV: “Agentes da S.H.I.E.L.D” poderia ser apenas uma série que explora o universo dos agentes sem superpoderes (e não milionários) e “coadjuvantes” dos Vingadores (agora protagonistas de sua própria série, yay!). Mas a Marvel fez mais, e transformou a série em PARTE do filme “Capitão América: Soldado Invernal”. Mas uma parte INDEPENDENTE (você não vai perder nada se assistir só ao filme ou só à série, mas vai ganhar enquanto espectador se assistir a ambos). “Explorar os gaps das histórias”. Ouvir o que o fã tem a dizer. Dar aos fãs o que eles pedem. Isso é transmídia. E, se você não sabia ainda, sou profissional de comunicação e não apenas estudo isso, como vibro com a beleza de cada ação desses caras. Está tudo muito amarrado.

It's all connected

It’s all connected

Mas… e Peggy Carter?

“Agente Carter”, passada nos anos 1940, logo depois da segunda grande guerra e do desaparecimento do Capitão América, é uma série de origem de tudo o que vemos no Universo Cinemático Marvel (MCU). Se a ideia inicial era encerrar a série após os oito episódios, ela deixa gancho para futuras temporadas, uma vez que a S.H.I.E.L.D. ainda não foi criada – e (SPOILER! SPOILER! Não selecione o texto se você não viu ainda o último episódio) >>  a H.Y.D.R.A começa a nascer ali, na cena pós-créditos do EP08.<<

Ok. A série é parte da minha franquia favorita do momento.

E se passa nos anos 1940. 

A década com as melhores músicas, várias delas na trilha sonora da série. 

Os melhores carros. 

Os melhores figurinos. 

Uma heroína protagonista que como não se via desde… Mulher Maravilha? Mulher Biônica? Tá, ok, teve mina badass na TV depois disso, não teve? Éééé… “Dama de ouro”! Ainda assim, desde Kate Mahoney até agora tem uns 30 anos. Há 30 anos não se via uma heroína tão fodona, cuja narrativa passa com louvor em todos os testes usados para avaliar narrativas – o teste de Bechdel (duas mulheres conversam entre si sobre algo que não seja homem), o teste Mako Mori (personagem feminina com narrativa própria), o teste do Oráculo (um personagem com alguma deficiência cuja narrativa não gira em torno do seu problema e nem será curado), e vários outros:

http://marvelmeta.tumblr.com/post/108226374975/10-things-agent-carter-did-right

Quer dizer.

Tem que ver “Agente Carter”, seja você fã de quadrinhos ou não.

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Vocês acham que eu sou nerd?

Olha, SOU, mas esse cara aqui é mais:

INVENTAR coisas requer um nível além, vocês sabem.

Li aqui.

 

Os Vingadores – vão ver. AGORA. Vão!

Desde quinta à noite que não se fala em outra coisa nessa casa: e o Hulk, hein? E o Agente Coulson, hein? E os diálogos incríveis de Joss Whedon? E OS VINGADORES????

Namorado é MarvelManíaco. Já eu nunca fui muito fã de gibis de super herói mas, apaixonada por quadrinhos desde sempre, me identifico com a estética. Além do mais, sou fã de um bom case de marketing, transmídia e fenômenos de bilheteria – onde ‘Os Vingadores’ se encaixa perfeitamente, já que o estúdio está trabalhando a franquia desde 2008, quando lançou o primeiro filme do Homem de Ferro, desenvolvendo cada personagem ‘isoladamente’ em longas, aproximando o universo dos quadrinhos ao que se vê no cinema, criando jogos baseados nos personagens e até lançando curtas que não passaram nos cinemas, mas quem quiser achar, sabe como.

Como resultado, “Os Vingadores” é um dos melhores filmes de super herói de todos os tempos. Pra começar, os personagens já foram apresentados em filmes anteriores, o que permite ao filme ir direto pra ação, sem a lenga lenga da origem. Joss Whedon, que já escreveu para gibis da Marvel, tem o domínio dos diálogos e dos personagens, tornando-se o cara perfeito para escrever o filme.


http://youtu.be/eOrNdBpGMv8

Que Tony Stark é o cara das piadinhas e das referências pop, a gente já sabia. Mas a gente não sabia que Phil Coulson é tão nerd quanto a gente, que o Gavião Arqueiro nem é tão Xaveco assim e que… bem, o Hulk nunca tinha sido retratado tão legal quanto nesse filme (podem deixar que essa NÃO é uma cena assim tão emblemática do filme – sim, Hulk tem momentos ainda mais legais!!!).


Esmaga!

É isso. Essa é, definitivamente, a boa da semana. E nem ouso fazer a ressalva pras meninas “ah, o Thor e o Capitão América” porque DANEM-SE OS MÚSCULOS DO THOR, bom mesmo é A HISTÓRIA e OS EFEITOS (o 3D está ótimo, vale ver em 3D sim) e AS PIADAS e tudo o mais que tornam ‘Os Vingadores’ um filmaço. Se eu quisesse ver músculos, frequentava MMA.

Da série "nomes apropriados", parte #014

Marc WEBB é o diretor do novo filme do Homem Aranha.

Aliás, veja o trailer. Tá foda.


Bom, fui falar isso do Marc WEBB em voz alta (escrever nas internets pra todo mundo ver é o novo ‘pensar alto’, né?) e o amigo esculachou com a história, aparentemente verídica, do urologista chamado URINEY.

MORRY.

* * *

Em nota não relacionada, se você é moça ou tem moças em casa, ando vendendo uns makes e perfumes bacanas (e tou abrindo de leve, aos poucos, um brechozinho online). Porque dar um tapa no visual e flanar por aí se sentindo poderosa nunca é demais.

Novidades da Toy Fair 2011: bonequinhos Marvel

Aimeudeus.

Quero esse Thorzinho. E o Lokizinho. E esse Homem-de-ferrozinho. Ah, quer saber? Quero todos. Nhom.

Imagem daqui, espero que sejam legais e não impliquem com a reprodução.

Se a DC Comics aprendesse com a Marvel…

Ou “Cantinho do Leitor”:

“Se a DC Comics/Time Warner aprendesse com a Marvel, o fime do lanterna verde viria com uma menção ao arqueiro pra já formar um gancho pra uma adaptação do road gibi do O’Neil com os dois que foi uma das melhores coisas que eu li no gênero até ler Cavaleiro das Trevas.”

– – Cid ‘namorado’ Mesquita, que deveria ter um blog
pra falar de animação, narrativa, quadrinhos e cultura pop.
Como tem mas quase não atualiza, publiquei aqui 😉 He, he.

Motion comics: futuro dos quadrinhos ou desenho animado de preguiçoso?

É impressão minha ou o futuro dos quadrinhos, o tal do Motion Comics, nada mais é do que os primórdios da animação em série?

Muito divertido, aliás. Me dá até a sensação de que eu consigo fazer.

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