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1ª Relicário – Feira de Cultura Vintage [Fotos]

Eu realmente queria ser dessas pessoas que tiram fotos incríveis. Well. Minha câmera é boa. Já eu não sou fotógrafa. 🙂

De qualquer forma, confira no meu álbum do Flickr como foi a 1ª edição da Relicário – Feira de Cultura Vintage, dia 18 de julho no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa.

1ª Relicário - Feira de Cultura Vintage

E se liga que a próxima já tem data! Dia 8 de agosto!

Bora sacudir o esqueleto (infelizmente, ainda não é dessa vez que vocês vão sacudir Uisqueleto lá). 😉

(nosso baixista estará viajando. Quem sabe na terceira edição, se vocês pedirem?)

Arthur Murray, marketing e aulas de dança

Não se enganem com a aparente calma de Betty Hutton. Ela fica FRENÉTICA, especialmente quando enumera os passos que aprendeu na famosa escola de dança de método duvidoso:


http://www.youtube.com/watch?v=6IWv53ZFXFo

Arthur Murray ensinava dança por correspondência nos anos 20. Louco, né? Hoje em dia não parece tão insano assim, visto que DVDs instrucionais proliferam por aí, e até videogames com sensor de movimento podem te ensinar a dançar (com a vantagem de apresentarem feedback imediato, graças à análise do movimento que você mesmo observa se está certo ou não durante todo o processo). Se presta? Ajuda, especialmente a quem JÁ dança e domina as técnicas básicas, mas existem conceitos como transferência de peso e conexão (nas danças a dois) que precisam ser observados e corrigidos. Mas passos simples e solos, por exemplo, podem tranquilamente ser ensinados em vídeo por um bom instrutor, para alguém que já entenda do assunto. Vide o portal idance, que tem video aulas BEM didáticas.

Um branquelo totalmente sem swing, mas que soube inovar e VENDER suas aulas: na falta de espaço pra uma orquestra *e* 150 alunos, botou a banda transmitindo por rádio para os alunos, que estavam no terraço do prédio, curtindo um bailão. Parece besteira, mas em 1920 isso devia ser realmente revolucionário. Murray ainda chegou a ensinar dança VIA RÁDIO. Olha que cousa:
Muito antes dos videocassetes, Murray já havia entrado no negócio dos vídeos instrucionais: olha que linda essa aula de collegiate shag – e que até hoje é copiada por aí e chamada de ‘Arthur Murray Shag’!!!
(amgs do lindy hop: que tal incluir um módulo de collegiate shag nas aulas? é divertido, e é ótimo pra dançar com ritmos mais rápidos!)
O próprio Arthur Murray viu seu sistema de ensino por correspondência miar (não era fácil gravar vídeos na época, né? e aula de dança por rádio é um método MUITO duvidoso) e acabou abrindo uma academia. PRESENCIAL. Ainda está curioso sobre Arthur Murray? Adivinha quem pegou a Big Apple coreografadinha pelo semideus da dança Frankie Manning e criou uma moda enlouquecida de Big Apple, ensinando a coreô pra branquelada toda frequentadora de academia? Adivinha:

Aparentemente, Murray era um bom dançarino, ótimo professor, tinha uma super didática e, apesar de ZERO swing, tinha algo que, pra mim, profissional de comunicação, conta DEMAIS: sabia se vender, sabia anunciar seu produto, sabia se divulgar, sabia inovar no seu negócio. Ainda melhor que professor de dança, o cara era um super marketeiro:
Zero swing, gente, tou dizendo.
Claro, inovação nenhuma garante o sucesso permanente se o que você oferece é realmente ruim. Aparentemente, o método de Murray funcionou bem – tanto que a academia continua, com mais de 260 unidades espalhadas pelo mundo. Mas desde 1920, o cara transformou aulas de dança em EVENTOS. Com o slogan “Se você sabe andar, nós podemos te ensinar a dançar”, LOTOU sua academia e criou demanda para seus cursos. E, fale mal, mas falem de mim, aparentemente não se incomodou com todas as referências, boas ou ruins, ao seu método. Um “aluno” famoso foi o personagem de Fred Astaire no filme “O céu é o limite”, de 1943. Ao ser inquirido pela gatinha onde havia aprendido a dançar, responde NA LATA: “Arthur Murray”. Mentira. Mas melhor propaganda não há. Teve a música ‘Arthur Murray Taught me Dancing in a Hurry’, cantada por Betty Hutton, que abre este post, que não exatamente tece loas ao método – no final das contas, a personagem dança de tudo, mas tudo meio mal – e que foi um sucesso, praticamente uma peça de branded content para a academia de Murray, se a encomenda tivesse sido feita por ele. 
Branded Content MESMO era o programa de TV The Arthur Murray Dance Party, que levava grandes nomes da música popular da época para cantar enquanto um corpo de baile dançava ao fundo:
Sam Cooke
Poor old Johnny Ray!
Buddy Holly, gente! Buddy Holly pra juventude branca, rica e frequentadora da alta sociedade
Como nada é marketing completo sem o oferecimento de samples, Arthur e sua parceira Kathryn dançavam ao começo do programa. O espectador que adivinhasse que dança era aquela ganhava uma aula grátis! Ó!!!!!!
Então vamos lá:
1 – um produto/serviço razoável. Não necessariamente o melhor, mas BOM.
2 – inovação. inserção de novas tecnologias. novos modelos de negócios
3 – o novo modelo de negócio não deu certo? tudo bem. volta pro básico! não ter medo de empreender é ótimo
4 – faça propaganda do seu negócio
5 – onde der pra fazer propaganda do seu negócio, faça
6 – ofereça experimentação. se não der pra fazer um milhão de samples, o concurso pra um ganhar já tá valendo
7 – deixe fazerem propaganda do seu negócio. A menos que seja REALMENTE negativa, toda e qualquer maneira de fazer com que te conheçam vale a pena. Deixe te cantarem em versos, como fez Ricky Ricardo, personagem de Desi Arnaz na série “I Love Lucy”: Cuban Pete não te ensina a dançar com pressa, señorita!

Vamos aprender a dançar? Parte 1

O ano era 2007, e um sujeito que me achou numa comunidade de alguma banda de swing jazz no Orkut deixou um recado enigmático. Algo como “oi, você gosta deste ritmo, estou dando aulas de swing dance gratuitas em Copacabana”. Peraí. De graça, do lado de casa, aos domingos (aquele dia em que não tem nada pra fazer na cidade) e o que eu estava fazendo que não tinha ido lá ainda? Bem já estava reclamando que essas festinhas de rock indie alternativo não estavam com nada mesmo e – pá – me aparece um povo que curte uns jazzinhos antigos. E que curte dançar. Só faltavam mesmo as festas – que acabaram aparecendo com o tempo. Primeiro, tímidas, 3 ou 4 musiquinhas no meio de um baile de dança de salão.

Depois as práticas, os encontros na praia, os bailes do Mauro e da Adriana, depois o povo da dança indo a todo e qualquer show onde alguém tocasse um contrabaixo acústico, depois a coisa foi se misturando e dá pra dizer que hoje existe uma cena consolidada de lindy hop na cidade. Como não é uma dança da moda, acaba virando coisa de apaixonado por velharia – e apaixonados por velharia são capazes de coisas incríveis: outro dia mesmo, um grupo de apaixonados por velharias montou um espetáculo de vaudeville completo. Agora isso, um pusta evento com direito a luau na praia (e reza a lenda que minha banda estará lá!!), bailão com Mark Lambert e Orquestra Radio Swing, comemoração de 92 da Norma Miller (dançarina das antigas MESMO), muitos jazzinhos antigos e, pra quem quiser aproveitar as festas dançando com a gente (porque a gente dança, né?), aulas de dança. E digo uma coisa: essas festas com jazzinhos antigos não têm UMA música ruim! Vale muito a pena!

Dá pra ir só nos bailes, mas dá pra fazer as aulas de dança também, o que sai 230 pilas, incluindo os 4 bailes. Nunca dançou nada na vida? Vai pro iniciante. Já dança um pouco, mas quer melhorar? Alterna iniciante e intermediário. Já faz parte da turma e não se inscreveu ainda? Aiaiai, está dando mole.

Um dia eu decidi que queria aprender a fazer isso aqui, ó:

http://www.youtube.com/watch?v=D5xIJAD-Mec

Tirando as acrobacias, que nunca curti muito. He, he.

Mas você, se quiser aprender também, essa é a boa. ÔMEUSENHOR, não dá pra perder isso, não. Se bobear, daqui a pouco começa até a rolar competição com os argentinos nessa área também, porque o evento periga ser melhor que o LHAIF (brinks, LHAIF é LHAIF, os caras são parceiraços, mas quem não puder viajar pra Buenos Aires em janeiro já tem a alternativa do BSOE, hein?). , até porque isso te desobriga de ir até a Argentina em janeiro, já que vários professores vêm pra cá – tem argentinos, austríacos, suecos e, claro, a galera do Rio (que está cada vez melhor). Quer dizer, vale a pena.

Bora:


http://brasilswingout.com.br

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