Arquivos do Blog

Sobre a noite mágica de quarta-feira, só queria dizer que…

…que fiz cerca de um ano de dança espanhola há muito tempo, mas tocar castanholas é igual a andar de bicicleta: ninguém esquece.

…que ninguém precisa ter vergonha de subir num palco vestida de onça com go-go boots, uma peruca azul e cílios postiços de plumas.

…e sem beber uma gota de álcool.

…que as pessoas gostam, mesmo quando você não é exatamente a cantora mais sensacional do mundo, porque elas veem que você faz isso na melhor das intenções, unicamente com o intuito de diverti-las por algumas horas.

2015-07-08 10.50.03-1

…que elas até acham que vale a pena pagar por isso, porque o mundo está tão belicista que elas se sentem presenteadas – da escolha do repertório, os unicórnios de origami com glitter rosa distribuídos para os aniversariantes durante a música de “Blade Runner”, os instrumentos (todos acústicos, o que nos possibilita tocar em qualquer lugar), os Uisqueletos fazem um trabalho artesanal, cuidadoso e humanamente sujeito a falhas, que a gente resolve rindo da nossa própria cara.

…que burlesco liberta. Mesmo o burlesco dos outros é seu também, porque contribui para uma mudança de mentalidade na sociedade em relação a várias coisas fundamentais. ❤

(se o link não abrir, tem aqui também: https://www.facebook.com/daniela.castro.5832/videos/10207207272448734/)

Nosso muito obrigado a todos os que dão essa força pra gente continuar fazendo o que ama.

Newslab, a nova ferramenta de comunicação do Google

Minha geração (a quem interessar possa, tenho 37 anos) é muito peculiar: não somos nativos digitais (já datilografei muito e já mandei muito fax!), mas ajudamos a construir a internet. Já pesquisei muito no Altavista até descobrir como funcionava HTML, porque comecei a publicar textos e pesquisas na rede antes dos CMS como blogger, movabletype (lembram?) e wordpress. Usamos BBS, MirC, e toda sorte de redes sociais pré-facebook, e aprendemos junto com a rede como isso aqui funcionava.

Hoje, adultos, com anos de internet nas costas e possivelmente profissionais de mídia e comunicação, temos a missão de orientar nossos estagiários e assistentes, que já nasceram com acesso a toda informação possível, mas ainda dizem “não achei nada sobre este assunto” – enquanto você (que já consultou muita Barsa na vida) apura qualquer informação em menos de cinco minutos, e ainda confirma a veracidade dos dados.

Não me levem a mal, garotada. Vocês são incríveis, inteligentes e aprendem MUITO mais rápido que nós. É que vocês não tiveram que descobrir como funcionava. Os códigos já estão prontos, os tutoriais já estão em vídeo e vocês têm coisa muito melhor pra fazer quando chegam em casa do que se enfurnar na internet. Eu não tinha. Eu ia pra frente do computador descobrir na marra como colocar frames num site hospedado no Geocities, porque eu queria um menu de navegação que fosse estático enquanto a página rolava, só pra poder publicar as resenhas dos discos que eu gostava (e foi no final de 98 que apostei que uma banda de uns amigos meus seria a sensação de 1999, e hoje vocês conhecem Los Hermanos, não?). Eu não era programadora. Eu precisava daquilo para fazer comunicação.

Mesmo tendo uma disciplina sobre pesquisa na faculdade, não foi lá que aprendi a analisar tendências, a distinguir o que é um arquivo com vírus de um que eu posso baixar, a fazer pesquisa reversa de imagem (até porque esse recurso nem existia) e curadoria de conteúdo com a ajuda de alertas recebidos por e-mail e por ferramentas agregadoras de conteúdo.

Aprendi na marra e adoro passar esse conhecimento adiante.

Pois foi mais ou menos semana passada que o Google resolveu compilar suas ferramentas de apuração e compartilhamento de informação no seu NewsLab, e ainda oferecer uns tutoriais para as ferramentas e plataformas, e também sobre como usá-las de forma integrada para promover seu conteúdo. Me lembrou um pouco o Ubiquity, um plugin pro Firefox que, com simples atalhos de teclados, te direcionava para mapas, compartilhava suas coordenadas direto para seu e-mail… isso foi antes de ter internet no celular. É. Estou ficando velha mesmo. E, graças a Tutatis, não perdi a necessidade de estar em constante atualização.

Sobre o Google NewsLab: vale a visita. Vale explorar. Vale por um workshop de comunicação (faculdade não, porque faculdade ensina muito mais do que isso). Até porque, pensando em marketing de conteúdo, todo site de empresa tem potencial para virar um veículo de mídia, e é imprescindível entender algumas das principais ferramentas de criação e difusão de conteúdo disponíveis por aí.

É óbvio que lá não tem todas, só as do Google. Mas as outras, você APURA e FUÇA pra descobrir como usar, certo?

Vá lá: https://newslab.withgoogle.com/

* * *

Se você curtiu este post, acho que você vai gostar da Lounge42, a página que, em breve, oferecerá meus serviços de comunicação, produção de conteúdo e assessoria para projetos culturais: https://www.facebook.com/lounge42com

Balancinho das férias que estão quase no fim

ferias

Bicicleta tinindo pra quando voltar ao trabalho. Dois vídeos novos do Uisqueletos. Turbinada na página do Uisqueletos no Casamentos.com.br. Fui ao México. Voltei do México. Me apaixonei pelo México. Diário de viagem quase pronto pra postar aqui. Dicas de viagem para o México também. Novos desenhos, novos bambolês. Desenferrujei no lindy hop (e não é que ainda danço direito?). Minha loja tá quase pronta. Burocracias bancárias resolvidas. Novas burocracias apareceram (descobri uma compra GRANDE no meu cartão de crédito, que não fui eu que fiz). Pra não perder o hábito, nessas férias ainda tem tatuagem nova. E um pulinho em Maricá.

Descansar? Descansei.

Foi suficiente? Não.

Mas tá sendo bom demais!

Recomendo um pouco de férias pra todo mundo. Remuneradas, de preferência.

Eu tava precisando!

🙂

É uma das vantagens da vida corporativa: você poder ganhar dinheiro suficiente pra viajar e pra ter um mês só seu.

Não lembrava da última vez que consegui esse feito.

E você? O que mais curte fazer nas férias?

Se você pensa que o bambolê tá hype hoje…

É porque não viu ainda esse comercial de 1972 🙂

http://youtu.be/Ncbw2vON-7U

Quer um também? Faço bambolês profissionais para adultos que querem se exercitar ou apenas se divertir, e para crianças maiores (acima de sete anos). Entre em contato!

Feliz Natal pra quem é de Natal.!

Pra não perder a tradição dos videozinhos anuais de ukulele: meus mais sinceros votos de boas festas aos amigos, conhecidos e familiares 🙂


http://youtu.be/y_JV6mp3XJ0

E lembre-se de duas coisas: uma, que rabanada é só uma vez por ano. Caia dentro. E outra, que eu canto numa banda que faz versões retrô/vintage/jazz de sucessos de todas as épocas, e animamos festas, eventos corporativos e casamentos nos arredores do Rio de Janeiro e Niterói. Uisqueletos. Conhece?

Enquanto corria a barca

Ei, ei! Você se lembra da minha voz? Minha voz está um pouco melhor colocada. Meus cabelos estão com lindas mechas brancas. E eu voltei a escrever neste espaço aqui.

“Por que parou? Parou por quê?”

Não parei. Só… Esqueci. É isso mesmo. Esqueci.

Esqueci porque trabalho numa cidade e moro em outra. Esqueci porque as encomendas de bambolê não param. Esqueci porque teve e vai continuar tendo festa de família. Esqueci porque faço aula de canto, ensaio e faço shows com a minha banda. Porque quero ler livros de vez em quando, ou dormir na barca a caminho de casa. Esqueci porque tenho um marido e algumas séries de TV pra assistir. E filmes. Muitos filmes. E, ah, sim: faço terapia. Mas não larguei e não vou largar nunca isso aqui. Até porque tenho tanta coisa pra contar…

– Por exemplo, do dia em que fui cantar na feirinha da praça XV e conhecemos a lenda viva Bob Lester.

– Do excelente filme “Tim Maia”.

– Aliás, de “Festa no céu”.

– E “Jersey Boys” também.

– E “7 caixas”, um dos roteiros mais bem amarrados do cinema latino-americano atual. Sem exagero.

E por falar em cinema, eu poderia dissertar um bocado sobre a volta do Cine Arte UFF, que foi uma espécie de terceira casa pra mim durante tanto tempo (duas casas eu já tinha – ter pais separados me deu algumas vantagens na vida).

E sobre a sensação de, depois de tantos anos, pedalar pelas ruas de Niterói com 50 malucos como eu. Sim. Achar sua turma depois de 20 anos achando que essa turma não existia é mágico.

Poderia também falar das eleições presidenciais, e de como tantas máscaras caíram – sua preferência eleitoral somente te diz respeito, e eu respeito (se você não tiver votado no sr. Spacely, porque aquilo era uma piada de péssimo gosto), mas muita gente com discurso de tolerância e diversidade não conseguiu aceitar gente que pensava diferente (e votava diferente); e gente que de quem não dava pra esperar nada mesmo mostrou pro mundo discursos de ódio, machismo, misoginia, xenofobia, homofobia e/ou um elitistismo muito louco, que talvez até faça sentido de alguma forma (embora eu não concorde) se você faz parte de uma elite. Não que a gente, que trabalha e ganha até direito não faça parte de uma elite, mas tou falando daquela elite – aquela que ganha muito mais que eu, você e mais alguém juntos e que tira uma onda de “eu gero riqueza pois crio empregos”, esquecendo-se de que quem realmente gera riqueza é quem trabalha nesses empregos. E o que dizer de gente que pregava moralidade na política, discurso anti-corrupção, alternância de poder e melhores condições de saúde e educação votando em… bem…

É. Realmente. Eu podia falar sobre isso por horas. Mas hoje acho a água mais importante. O desmatamento das florestas e a extinção iminente de espécies são mais importantes. E minha saúde. E é por isso que eu tou de volta. E se você não assina ainda meu informativo (naquele link aí do lado), assina lá que descobri uma maneira de mandar o informativo pelo celular.

Aliás, este post foi todo escrito na barca. Todo. Yay. image

Show de ontem no Teatro Odisséia

Ontem à tarde rolou Bazar Noir no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro. É sempre um prazer tocar com os Uisqueletos lá, a equipe de som da casa sempre nos dá o melhor retorno (e, pelo grau de animação do público, o melhor som pra eles também), e a produção do evento é do maior profissionalismo e fofura.

Pra esse evento – com o tema “Pin-up” – decidi finalmente mandar fazer um vestido que eu queria há uns bons anos, mas jamais teria condições de costurar decentemente sozinha. Acabei encomendando vestido e anágua de armação com a Simone Tomaz, daqui de Niterói, que arrasa muito nas modelagens retrô.

image

Vestido pronto, foi a vez de cair dentro da produção de bambolês, já que montei um estande no evento (pra ver se a galera do tight lacing se anima a parar de se espremer naqueles corsets apertados). O estande foi um sucesso – vendi pouco, mas mostrei o trabalho pra muita gente! #win

image

Foto do consorte Cid Mesquita

Inclusive, se você não comprou seu bambolê lá, pode encomendar por aqui 😉

Galera rodou bambolê à vontade, encontrei as amigas (obrigada, Julie, pela companhia!), deixei uns reais muito bem gastos numas comprinhas retrô, geek e achocolatadas, papeei um bocado e bebi litros d’água pra preservar a voz… Afinal, tinha show.

E eu precisava pagar de diva no palco :-p

image

Essa é do Gustavo Noce, que fez uns cliques lindos do show!

O resultado, pelo menos no feedback que recebemos do público (que dançou pra valer!), foi lindo!

Pena que mais cedo a gente teve um pequeno acidente na cozinha. Mal cheguei em casa e tive que me abraçar com a vassoura (marido ajudou, tá? Amelice tem limites). Segue aqui um registro do momento “gramurosa até faxinando a casa”:

image

E vocês?

Se divertiram no domingo?

Beijos!

Como controlar a raiva

Acessos de raiva podem machucar os outros e a si mesmo (quando a pressão sobe, por exemplo, ou quando entramos numas de comportamentos autodestrutivos). Acessar as emoções do momento na infância em que você aprendeu o padrão de raiva que te transformou na bomba relógio que você é hoje é fundamental (você vai, possivelmente, precisar da ajuda de um terapeuta).

Leia o artigo a seguir (em inglês):
http://omtimes.com/2013/10/stop-angry-person/

Precisa de ajuda? O trabalho da Mariana Viktor e do Marco Antonio Beck é excelente. Visite o site deles como ponto de partida – entre em contato ou faça, a partir dali, suas próprias conexões.

image

Fotos antigas de mulheres nuas com bambolês. Que fetiche curioso!

Minha experiência e pesquisa com bambolês me mostra que, sim, a dança com bambolês pode fazer maravilhas para a autoestima feminina. É uma dança, ora bolas. Uma dança circular, que remete aos dervishes e a rituais femininos ancestrais, que pode te colocar num perfeito transe. Uma dança que trabalha principalmente os quadris e cintura – você pode chamar de chacra de raiz ou plexo solar, pode chamar como quiser, mas o fato é que trabalhar essas regiões é trabalhar sexualidade e energia vital. Pra não falar que realizar atividades lúdicas pode ser fantástico para a redução do estresse e estímulo dos dois lados do cérebro. Quer dizer: só pode ser legal.

Até bem pouco tempo atrás, o bambolê ainda era apenas associado a brincadeiras infantis. Só recentemente (aqui no Brasil, pelo menos) que as loucas do bambolê assumiram que nunca deixaram de bambolear e agora podem ser vistas por aí dando pinta em festinhas e blocos de carnaval. Mas antes, bem antes, bambolê já era sexy – numa época em que mulher pelada aparecia emulando a vênus de Botticeli.

Pois foi a Allice RedDesire quem me contou – e de sensualidade feminina ela entende, já que é uma das poucas dançarinas de burlesco do Rio de Janeiro. Eu já conhecia esse site, já conhecia algumas dessas fotos dos anos 20 com mulheres portando bambolês, mas não sabia quem era o artista por trás: Alfred Cheney Johnston, fotógrafo do ZiegFeld Follies. Pra quem não conhece, Ziegfeld Follies era aquele show de variedades com coristas, dançarinas, cantoras, todas lindas e talentosas.

As fotos das moças com bambolês são incríveis, pode clicar neste link sem medo. Apesar de um ou outro peitinho de fora (incluindo os das jovem Louise Brooks), vai na fé que está léguas longe de ser pornografia. No artigo, a autora Lara Eastburn desvenda o mistério dos bambolês: são props e objetos cênicos, sim. Mas também são molduras e chamam a atenção para as pernas nas fotos, e podem facilmente remeter ao sol, à lua, a planetas – uma alusão aos corpos celestes.

http://www.pinterest.com/pin/190699365441955320/

Se você tiver gostado, fique com mais fotos das gatinhas do Ziegfeld Follies – seja para babar nas moças ou nos figurinos. O aniversário é meu, mas quem ganha presente é você 🙂

Moacy Cirne, e mais umas coisinhas

Fui universitária na segunda metade dos anos noventa. Na época, já existia internet – mas em 1996, ainda estávamos descobrindo as possibilidades. Foi em 97, mais ou menos, que, inspirada por um fanzine que eu havia comprado numa bienal de quadrinhos poucos anos antes, por revistas que comprei no exterior (a internet não era ainda esse mar de conteúdo, e as páginas no Geocities e em servidores de universidades ainda eram bem precárias) e pelo ZineMutante, aquele evento que rolou em 96 no CCBB – eu tinha acabado de chegar de uma temporada fora, fazia oficina de quadrinhos, frequentava o Além da Imaginação em Niterói -, resolvi montar meu próprio zine. Cheguei até a cogitar estudar MAIS sobre quadrinhos, mas no final das contas, decidi fazer meu TCC sobre tecnologias digitais de produção e difusão de cultura – especificamente, como o mp3 estava mudando a indústria musical na época. Ainda assim, a gente tinha uma autoridade de quadrinhos lá na UFF, o Moacy Cirne, e era sempre um prazer conversar com ele.

Cirne também era fanzineiro – lembro de ter ficado muito feliz ao receber um exemplar do Balaio na UFF, e de descobrir em casa que aquilo era mais tradicional do que eu pensava. Lembro de ficar na dúvida se tietava Cirne ou não, já que eu já havia lido pelo menos dois livros dele antes de entrar na faculdade (acabei não fazendo nenhuma eletiva com ele, mas tendo boas conversas sobre fanzines, não tinha muita gente que curtia isso na UFF). Lembro de dizer que não gostava de poesia, EXCETO a de Chico Doido de Caicó. E aí, bem, soube hoje que Cirne faleceu.

http://superpauta.blogspot.com.br/2013/12/entrevista-moacy-cirne.html – Bela entrevista com ele!

Lá se vai mais um cara respeitado por nós aqui em casa – estudiosos, pesquisadores e amantes da arte sequencial.

* * *

Agora sim, “Agentes da S.H.I.E.L.D” engrenou. Esse episódio 11 foi eletrizante, e deixou um gosto de “quero mais informações sobre a não-morte de Coulson”.

* * *

Está passando La Dolce Vita na TV Brasil. Tou com um olho lá, outro cá, por recomendações médicas – preciso escrever, desenhar, criar pelo menos uma hora ppr dia – e porque já perdi uma parte significativa do começo mesmo. Mas os ouvidos estão ligadaços na esplêndida trilha sonora de Nino Rota para o filme. Os olhos, quando passam pela tela, gostam do que veem. Definitivamente, preciso tirar um tempo pra ver o filme do começo ao fim.

https://www.youtube.com/watch?v=UBjEUmKZG_I&feature=youtube_gdata_player

A vida é boa. Sempre digo isso, mas esses dias tenho tido ainda mais certeza. Eu sei, tem esses momentos chatos em que a gente se liga que pessoas não estarão mais conosco. Mas isso faz parte – e, no mais, a vida tem me tratado muito bem, sim. Obrigada por todas as oportunidades de aprendizado que tive, tenho e terei. Isso não tem preço.

%d blogueiros gostam disto: