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Persistência é tudo (ou quase) nessa vida

Tem coisas nas quais a gente insiste, insiste, e não acontecem nunca. Tenho dúvidas se é pra continuar insistindo, ou se é pra botar energia em outra coisa, ou pelo menos mudar de método. Mas tem coisas que a gente vê que estão acontecendo – e lá vai nosso mecanismozinho de auto-sabotagem e CRÉU! Faz a gente interromper o processo, em geral por uma desculpa muito besta, tipo “tá chovendo, não vou não”.

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Ela me leva pra onde eu preciso ir

Isso acontece nas melhores famílias, e costuma interromper processos terapêuticos (você começa a arrumar desculpas pra não ir pra análise, afinal “você não vai está em crise mais, né?”), dietas, detox de birita e outras histórias legais que a gente constrói e CRÉU! Interrompe justamente quando tá ficando bom.

Provavelmente porque tá ficando bom, e levar uma vida bacana, livre de vícios, de preocupações, de neuroses, com endorfina e bem estar é tão bom que tira a gente daquela zona de conforto cagada à qual estamos habituados – e tão confortáveis nela.

Afinal, se eu não tiver nenhum problema, vou me escorar em quê pra dar uma desculpa pra não ir pra frente, não é mesmo?

Reconstruir a vida dói, tem que mexer num monte de problemas, futucar um monte de feridas até descobrir por que gostamos tanto de ficar na merda. Esse processo é chatão, mas necessário se você quiser sair do lugar.

Então toda vez que você pensar em dar uma desculpa pra não continuar um processo que está dando resultados, lembra do que te falei sobre auto-sabotagem, reconheça o diabinho que fala “só um dia sem isso não faz mal” e, se não tiver ninguém olhando, diga pra ele:

– Bitch, don’t kill my vibe.

* * *

Desde dezembro de 2014, e quem acompanha blog já sabe, que tenho trocado o ônibus pela bicicleta pra ir pro trabalho simplesmente porque é mais legal chegar no trabalho depois de uma pedalada pela orla do que presa no trânsito, p da vida de ter que pegar duas conduções pra ir pra firma (a saber: tem uma baía no meio do caminho).

Pois hoje resolvi, a título de curiosidade, vestir uma calça que tenho desde os 18 anos (tenho 37), e que da última vez que tentei, travou nas coxas e nem subiu.

Pra quem não sabe, tenho um par de coxas de RESPONSA.

Pois passou. Fechou. E eu, que estava QUASE saindo pra pegar um ônibus direto pro Rio só pra tentar cochilar um pouco (ah, e tá ameaçando chover no final da tarde), decidi não interromper o processo. Qual é. Já peguei pancada de chuva de verão voltando do trabalho e foi tranquilo. Não é uma chuvinha que vai me fazer desistir.

Vamo que vamo.

Espero que você também não desista, seja lá qual for o seu processo.

Um beijo e bom dia.

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Saia e bicicleta: enfim, compatíveis!

A querida Françoise deixou aqui no blog uma dica sensacional: como andar de bicicleta usando saia, sem precisar do shortinho por baixo se não quiser as calcinhas aparecendo com a saia voando, ou se quiser usar uma saia mais comprida! Se você não usa saia, mostre para suas amigas ou amigos que usam. Se você não pedala.. bem, pedale. 🙂

Vou compartilhar aqui o vídeo para fins de “posts com vídeos ficam visualmente mais bacanas”, mas recomendo que você veja o post original direto no e-Cycle, um site muito bacana sobre sustentabilidade e consumo consciente. Se eu fosse você, dava uma olhada lá.

Ah, o vídeo:

Simples, né?

Obrigada, Fran!!! 🙂

Como incluir atividade física na sua rotina…

…especialmente se você não tem muitas horas livres para malhar ou caminhar antes ou depois do expediente:

Inclua o exercício no trajeto para o trabalho.

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Prontas para o batente

Dependendo de onde você mora, pode ficar difícil pedalar. Pra gente, são três míseros quilômetros, e mais um da Praça XV até o trabalho, então não temos muita desculpa. Aliás, chegamos até mais rápido de bike do que de ônibus, já que caminhamos diariamente um trecho sem transporte. Mas você pode descer alguns pontos antes e andar um trecho na ida e outro na volta. Isso já faz uma boa diferença.

Fora o exercício – que, nessa intensidade moderada (o trajeto é muito curto!), faz um bem danado pra saúde, contribui com a perda de peso (tomara) e com a circulação -, o pedal traz um benefício extra, mais importante que os outros, aliás: sabe aquela depressão de “vivo apenas para trabalhar e não consigo fazer nada por mim?”
Pois hoje cheguei em casa direto pro banho e pra frente da TV sem a menor culpa 🙂

Preciso fazer isso mais vezes, aproveitando o horário de verão pra chegar em Niterói enquanto ainda é dia claro. Reza a lenda que vai ficando mais leve com a prática.

Vamos ver amanhã como vai ser. 🙂

Boa semana!

De bike é bom

Em algum momento, hoje, voltando da casa da minha mãe, tive uma visão alentadora por uma das ruas principais do bairro onde moro: quatro bicicletas (contando com a minha e a do marido) e nenhum carro. Durou pouco, verdade. Apareceu um por trás da gente. Mas bem que podia ser sempre nessa proporção, né?

Sonhar nao custa…

Serviços de utilidade pública e bicicleta

– O Barzinho é a nova empreitada do amigo Rodrigo Penna aqui no Rio mesmo, na Lapa. Mal posso esperar pra dar um bizú por lá.

– Você mexe com esse negócio de cinema? Tá cheio de editais e convocatórias pra festivais, viu? Acompanhe o site da firma, que a gente não deixa passar nada.

– Festival do Rio começa semana que vem. O-BA. Com forró. O-BA.

– A Zellig tá com uma promo linda: enquanto durarem os estoques, você ganha aquele lindo brinco coração igual ao meu na sua compra de mais de R$50. Corre lá.

– Dia 25 tem o lançamento do Livro-Poster Canção, assinado por 20 artistas fantásticos.  Eu já garanti o meu porque apoiei o projeto quando estava na fase de levantamento de fundos. Você ainda pode garantir o seu.

– Last, but not least, prova olímpica de ciclismo em 1924, na França, era mais ou menos assim, ó:


http://youtu.be/Dd7mlgDYGUQ

Puro amor, e ainda rolava beijinho na hora de pegar a medalha. NHOM.

Cinema independente, bicicleta e autoramas. Só alegria!

Cabô férias, welcome to firma. E também aos planos de dominação mundial – não que férias não sejam pra isso também, mas sabe como é. Dominar o mundo agora é prioridade.

black coffee 

Ontem dei uma aula pra turma de roteiro da faculdade de cinema – aquela aula divertida em que mostro pra eles que existem milhares de possibilidades além da tela grande e, consequentemente, de uma distribuição mais ou menos – porque você ainda é jovem e iniciante e seu filme não tem como concorrer com os blockbusters da Fox, da Paramount e da Warner, e vai ficar restrito a um circuitinho fuleiro e não vai se pagar. E, se você cair nas mãos de uma equipe de marketing ruim, periga lançarem seu filme com uma estratégia incrível de “criar um blog do personagem e uma página no facebook”. Também existe vida além dos editais de apoio, que são legais mas apoiam um número muito limitado de projetos, né? Dá pra fazer produções mais baratas, mais modestas, mais criativas e mais interativas. A garotada gosta de ver os exemplos. E eu gosto de pesquisar.

* * *

Hoje tem Autoramas de graça no Arpoador. “Música Crocante” é o disco novo e está um barato. Vai ouvindo aê pra cantar junto mais tarde!

* * *
Sexta-feira é 11/11/11, o que é uma data redonda e datas redondas são Dia Mundial do Bambolê. Sábado, se fizer tempo bom, tem mega-encontro nos jardins do MAM. Ukuleles e lanchinhos são bem-vindos!

* * *
Lembra do filme das Trigêmeas de Belleville? Se não lembra, deixa eu te refrescar a memória, aqui saiu como ‘as bicicletas de Belleville’, num grande equívoco de tradução. É uma animação francesa sobre uma senhorinha que tem seu neto ciclista sequestrado em plena tour de france e é ajudada por três velhinhas meio freaks que tinham um trio vocal nos anos 1920. Lembrou? Se não lembrou, é porque não viu – e se não viu, tem que ver.

O ponto é: o tal do vélo-ciné virou verdade:


http://www.youtube.com/watch?v=cpVSmvI-CAs

Tá rindo? Achou que era só um protótipo? Pois olha só, na Inglaterra o tal do Cyclothon (maratonas cinematográficas movidas a pedal) já está rolando a toda: http://www.magnificentrevolution.org/bookings/magnificent-cycling-cinema/cycle-in-cinema/

Eu queria ser genial e ter essas ideias incríveis assim. Não apenas as ideias, como ter pique para executá-las, CLARO.

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Last but not least, Pixies sempre é bom. Mas só depois que terminar de ouvir o disco dos Autoramas linkado aí em cima.


www.youtube.com/watch?v=zjiyXTbIQ5w

Sobre planejamento viário, transporte público e GENTE

Em entrevista ao Globo online, o ex-prefeito de Bogotá fala, do alto de sua bicicletinha, sobre a priorização do transporte público, sobre planejamento viário, sobre a máxima ‘ruas para pedestres e ciclistas’.

“PEÑALOSA: Uma cidade nunca resolve o problema de engarrafamentos dando mais espaço para automóveis, construindo mais vias ou duplicando as já existentes. (…) Mais espaço para os carros tende a deteriorar a qualidade humana da cidade. Portanto, precisamos de mais espaço para ruas de pedestres e para bicicletas, para os idosos e para as crianças. Os carros são maravilhosos para passear, inclusive sair à noite, mas é ingênuo pensar que todos os cidadãos poderiam se movimentar em carros. Nas cidades mais bem-sucedidas do mundo, que atraem investidores, pessoas mais criativas e turistas, a maioria da população transita em transporte público: Nova York, Londres, Paris. Devemos compreender que a cidade desejada não é aquela em que os mais pobres transitam em carros, mas as que os mais ricos andam em transporte público.”

Leia na íntegra aqui.

Queria isso no Rio. Sério. A BRS já é um avanço, espero mesmo que um dia exista educação suficiente para o compartilhamento da via com ciclistas… mas aí acho que é querer demais.

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