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A importância de um plano B (e um C, um D, um E…)

Se você fosse demitido hoje, ou se você tivesse um piripaque qualquer e não pudesse voltar ao seu trabalho, ou mesmo se você ficasse muito de saco cheio – o que você faria? Qual é seu plano de contingência?

E se você não tivesse aquela rescisão? Se você não fosse contratado CLT e não tivesse muitas reservas, e se visse sem sua fonte principal de renda?

Você tem um plano B?

Como você pagaria suas contas? Você tem uma fonte de renda alternativa? Um hobby que produza bens que possam ser vendidos?

Seu currículo está atualizado? Seu portfólio está atualizado? Por quanto tempo você conseguiria sobreviver com o que você guardou? Você tem dívidas?

E aí?

Qual é seu

Você se planejou para ficar sem emprego (ou uma fonte de renda principal)?

– Ah, nunca chego em casa com cabeça pra isso…

Bom, se seu trabalho é estressante, talvez seja hora de pensar nisso com carinho. Se sua forma de contratação não traz estabilidade, talvez seja hora de pensar nisso com carinho. Se seu negócio está começando a dar prejuízo, se o perfil do nosso congresso atual ameaça sua tranquilidade, botando projetos em pauta que podem tirar seus direitos… está na hora de você pensar nisso.

O que não dá, não dá MESMO, é pra ser pego de surpresa. E o ideal é que você aproveite ESTE momento – que você tem alguma segurança, um salário, uma rotina – pra investir em algo que possa te trazer algum benefício caso as coisas não saiam como esperado.

Eu vendo produtos de beleza, autoestima e bem-estar na forma de cosméticos da Eudora (marca do Grupo Boticário) e bambolês. Quando podia, investi em mostruário, em material para confecção, em treinamento formal para virar instrutora de hoopdance. E ainda montei um site para vender meu trabalho como consultora de comunicação. Também invisto neste mesmo site que você está lendo aqui, pois centraliza todas as minhas paixões em um lugar só.

(bom, também tenho uma banda de jazz, mas como dependo da boa vontade e dedicação dos músicos se quiser um dia ganhar dinheiro com ela, não vamos contar com isso, certo?)

E isso, SEM USAR o tempo no trabalho. Sem trabalhar nos meus projetos pessoais durante o expediente. Porque eu valorizo o trabalho que tenho, e entendo a importância do trabalho na minha vida. Ah, te falei que moro em uma cidade e trabalho em outra?

– Se você ainda não descobriu suas paixões, o livro “Paixão – modo de usar”, da Paula Abreu, pode ajudar (e é bem baratinho).

– Se você já descobriu mas continua dando a desculpa da falta de tempo, tem o outro livro da Paula, o “Escolha sua vida”, que é um grande trabalho pra ajudar a motivar você a correr atrás do que você deseja. Aqui você tem a versão impressa e aqui você tem o link para a versão e-book com livro de exercícios e audiobook.

– E se você apenas precisa de TEMPO, assine aqui minha newsletter que te aviso assim que publicar o post contando como gerencio meu escasso tempo. 🙂

Um grande beijo,

Lia

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Balancinho das férias que estão quase no fim

ferias

Bicicleta tinindo pra quando voltar ao trabalho. Dois vídeos novos do Uisqueletos. Turbinada na página do Uisqueletos no Casamentos.com.br. Fui ao México. Voltei do México. Me apaixonei pelo México. Diário de viagem quase pronto pra postar aqui. Dicas de viagem para o México também. Novos desenhos, novos bambolês. Desenferrujei no lindy hop (e não é que ainda danço direito?). Minha loja tá quase pronta. Burocracias bancárias resolvidas. Novas burocracias apareceram (descobri uma compra GRANDE no meu cartão de crédito, que não fui eu que fiz). Pra não perder o hábito, nessas férias ainda tem tatuagem nova. E um pulinho em Maricá.

Descansar? Descansei.

Foi suficiente? Não.

Mas tá sendo bom demais!

Recomendo um pouco de férias pra todo mundo. Remuneradas, de preferência.

Eu tava precisando!

🙂

É uma das vantagens da vida corporativa: você poder ganhar dinheiro suficiente pra viajar e pra ter um mês só seu.

Não lembrava da última vez que consegui esse feito.

E você? O que mais curte fazer nas férias?

Duas ou três coisas que a vida me ensinou sobre trabalho

Duas ou três

Esbarrei com esse artigo bacana, “O que Berlim me ensinou sobre trabalho”, escrito pela Debbie Corrano, que junto com o Felipe Pacheco tem um site ótimo, o Pequenos Monstros. Não conheço nenhum dos dois, mas gostei do que li. 🙂
O artigo fala de trabalho. Dessa cultura de valorização do tempo no escritório – se você entra às 8h e sai às 17h, nego te olha torto, porque vai ter gente saindo às 19h (ainda que essas mesmas pessoas tenham entrado às 11h). Vai ter gente que vai trabalhar mais que você, que vai ser recrutado pra trabalhar fim de semana, que não chega cedo mesmo porque sabe que não vai sair antes das 20h do escritório, e gente que poderia te ajudar a terminar seu trabalho a tempo de não precisar fazer hora extra, mas fica no Facebook a tarde inteira. Vai ter gente solícita, gente que se fode junto com a equipe, e gente que procrastina até o último minuto, vai embora e deixa o trabalho pela metade.

E eu concordo com a Debbie que chegar cedo e sair tarde é uma perda de tempo. Daquele tempo precioso que poderia estar sendo investido em você mesmo, na sua saúde. E concordo que, como os alemães, poderíamos arrumar empregos que exigem menos, não para ficarmos ricos, mas apenas para termos tempo (e, eventualmente, podermos até transformar nosso tempo livre em dinheiro).

Mas todo esse tempo no mercado de trabalho no Brasil mesmo – sem precisar ir tão longe – me ensinou algumas coisas:

– Aprendi que empregos que dão mais tempo livre não pagam o suficiente para pagar o aluguel. Não tou dizendo “ah, não quero ficar rica, posso trabalhar em algo básico”. Tou dizendo que são raríssimas as vagas de emprego de 8h por dia que pagam mais de R$ 2.500, o que, convenhamos, numa cidade grande não dá pra nada. Especialmente se você mora de aluguel ou já saiu da casa da mãe. Nas capitais você tem a opção de passar mais algumas horas do seu dia fazendo uma pós, melhorando seu currículo, aumentando seu salário e ainda assim você não vai ficar rico. Já em cidades menores é isso aí, as empresas querem pós, inglês fluente, experiência em tudo (ou quase) e oferecem salário de recém-formado. “Olha, eu SEI que posso entregar resultados fabulosos pra sua empresa, já que faço isso há mais de dez anos e já trabalhei em empresas de vários portes”. “Infelizmente, o salário é esse”. Nas entrelinhas, o que o cara diz é “não vou investir em pessoal qualificado, não. Só preciso de um garoto pra fazer as mídias sociais, porque a estratégia de comunicação está sendo elaborada pelo meu sócio, que é graduando em engenharia”. Ou seja: difícil arrumar esse emprego “médio”.

– Veja bem, estou falando de emprego. Você pode ser um empreendedor genial, automatizar sua renda, fazer trabalho remoto de qualquer parte do mundo. Mas o emprego, emprego mesmo – aquele onde você cria capital para outra pessoa – costuma ser esse fiasco.

– Também aprendi – graças a Tutatis, não na prática – que nem sempre os empregos que deixam mais tempo livre vão exigir menos de você. Bancários, por exemplo, trabalham 6h. Mas a pressão é terrível. Operadores de telemarketing também – e, ainda por cima, terceirizados, sem benefícios, com uns salários de merda. Veja bem, não quero ficar rica (mentira, quero sim). Mas exploração tem limites – pra mim. Pra empregadores de certos nichos, não.

– Descobri que o trabalho é, sim, baseado em getting things done. Pelo menos o meu é, e o de muita gente boa que conheço, que já saiu muito de casa às 6h pra pós e só chegou às 21h depois do trabalho, que já pediu muita pizza na agência, que já teve muito táxi reembolsado pela firma porque naquele horário não tinha mais ônibus. O problema é que quanto mais você entrega em menos tempo, lá vem MAIS trabalho. E MAIS trabalho. Você consegue entregar seis textos bons por dia, umas artes fenomenais, resolve tudo, é pau pra toda obra. Você está especialmente produtivo naquele dia. E é isso que vão esperar de você pro resto da vida. Sabe aqueles dias (ou semanas, ou meses) difíceis, que a inspiração falta, que a concentração tá falha? “Fulano está performando abaixo do esperado”. “Por que não batemos nossa meta este mês?”. Pois é.

Difícil – mas não impossível – é achar esse equilíbrio. É o não ficar nenhum minuto de bobeira, mas não se sobrecarregar. É difícil. Difícil MESMO. Mas acho que pode ser possível – só ainda não consegui, tendo a não saber dizer não – e, ao dizer não, não conseguir sustentar que não é não e eu preciso da minha saúde. Mas não tenho orgulho disso.

Apesar da premissa de tentarmos fazer como os alemães ser completamente inviável aqui no Brasil – muito por conta da desvalorização completa do emprego “médio”, a ideia é boa e gera reflexões: até onde estamos vivendo para trabalhar, até onde estamos trabalhando para viver?

O que você acha?

De mudança

Se você chegou aqui por algum motivo (porque não ando divulgando o link, depois de anos sem mexer neste endereço), merece saber: meu blog está de mudança. Não consegui logar no portal antigo, então agora aproveito que tenho um GRANDE repositório de textos aqui para acrescentar, aos poucos, os textos de Lounge no Gardenal.org.

Enquanto isso, baixei um pouco a bola na blogagem – mas são tantos os assuntos, tantos, que preciso fazer um checklist pra não esquecer:

– Freaks & Geeks
– Ubiquity
– A blogosfera-arte, blogosfera-moleque
– Blogueiros de hoje em dia não sabem tretar

e desenvolver melhor alguns assuntos que estão no twitter, além daquela fabulosa agenda de shows, dança de salão, links retrô e vídeos que ultrapassam o limite do trash, que você acostumou a ver por aqui.

Servimos bem para servir sempre.

Love y’all (2009 já começou ‘o ano do amor’),
L.

9 to 5

True Office Confessions é um site onde as pessoas confessam anonimamente, medo de serem demitidos, alívio por terem saído da empresa, antipatia com colegas de trabalho… sempre com um botão de “Eu também”, pra você que confessou algo inconfessável não se sentir único e sozinho no mundo. “Porque muita coisa pode acontecer de 9h às 17h”, é o mote do site. E é verdade.

* * *

Mesmo não tendo nenhuma confissão a fazer, prefiro mil vezes a vida de escritório do que a vida de freela em casa. Interagir com pessoas, sair na rua, trocar idéias… isso faz qualquer trabalho mais interessante. Ou eu é que tenho dado sorte com as pessoas que tenho encontrado por aí.

* * *

É que eu vi outro dia um vídeo de La Pequeña Sarah Palin, e tinha essa música da Dolly Parton tocando. E a Dolly Parton, vocês sabem, é um ícone da… da… meu deus, não tenho nem como descrever: embora seja uma performance live, rola um playback responsa no vídeo abaixo, o que garante ao menos a gravação original da música.

Atenção, máxima atenção, aos dançarinos de palco.

viu como dá pra ‘embedar’ o vídeo sem ser cinemascope? É só manter a largura original, 425 pixels!

Mas vem cá, a Dolly Parton é ícone do quê mesmo, hein?

O trabalho enobrece a alma

Outro dia, num dos momentos de estresse máximo lá na outra empresa, vim com uma piada ruim. Que foi seguida de outra. E outra. E mais outra. E virou uma série. Guardei-as e testei no trajeto Maricá – Niterói, em família (há que se dizer que devo a papai boa parte das minhas referências, ahn, por assim dizer, refinadas). Funcionaram. Quer dizer, foi horrível. Ou seja, funcionaram. Tou ilustrando e guardando tudo pro livro de auto-ajuda. Que raios, tô falando muito nesse livro. Acho bom escrever logo ou começa a virar lenda.

* * *
Robert ‘T1000’ Patrick tá ficando escolado em ‘pai de cantor country/rockabilly’, não? Veja bem, só em 2005 ele foi pai de Elvis Presley para uma série de tv e e de Johnny Cash em ‘Walk The Line’. Isso é o que chamo de vocação.
* * *
Não vi a série do Elvis, mas descobri sua existência procurando o currículo do bonitinho Jonathan Rhys Meyers depois de assistir ao atordoante ‘Match Point’. Mu cismou que o guri parecia o Elvis e eu ‘nãããoooo, queísso, nada a ver, sério que você achou?’. Mordi a língua. E lá estava ele, Robert ‘T1000’ Patrick, impávido, como pai do astro.
* * *
Vi anteontem ‘Irma Vap, O Retorno’. Trocentas considerações a fazer, resenha em breve (ou não tão em breve assim…).

Ground control to Major Tom

Onde é que eu já tinha lido isso? Hoje li de novo, no site d’O Globo, mas não vou botar link nem copiar a matéria pra cá, apenas comentar. Afinal, ninguém quer encarar processo, né não?

Como vocês todos já sabem, tem um brasileiro no espaço. Sem querer tirar onda, mas já tirando, essa eu já sabia que ia rolar, tava acompanhando a subida de Marcos Pontes (com trocadilho, haha) há tempos. Tirando onda de que mesmo? De nerd e consultora de assuntos inúteis, só se for. De leitora da Superinteressante, só se for também. Aliás, essa noite sonhei com os irmãos Kenski, ainda que não conheça o Rafael ao vivo, só a Julia. Bem que Aline profetizou, ainda vou sonhar com captura durante muito tempo.

O fato é que Marcos Pontes, nosso Cosmonauta Spiff, tá no espaço e você PRECISA saber disso, se é que já não sabe. Se é que, como eu, você não estava há tempos projetando no cara o teu sonho infantil de conhecer o espaço. Se ele pode, você também pode. Isso não é lindo?

e ainda tem caras bonitões e inteligentes, olha!

O que você não precisava saber é que ele levou uma camisa da seleção brasileira pra lá. Que ele usou um chapéu de Santos Dumont para homenagear o pai da aviação (que diferença faz? os americanos acham que foram os irmãos Wright mesmo, e o que americano fala, tá falado!). E que ele agora está fazendo experiências no espaço. Olha, isso não é bacana? É, ele está fazendo experiências com pés de feijão e folhas de couve, que nem as que eu fazia no Centro Educacional de Niterói, só que sem gravidade. E as outras experiências sendo feitas neste, ahem, vôo? Por que raios as expedições 12 e 13 à International Space Station? Por quê? Como assim?

Isso, meu amigo, provavelmente não será noticiado no Jornal Nacional, e você vai ter que ler em revistas especializadas ou diretamente aqui, no site da NASA.

Aliás, saia na frente da imprensa brasileira e já se mantenha informado sobre a versão live action do Laboratório Submarino 2021, que está sendo promovida pela NASA, estrelando Lee Majors como o astronauta Dave Williams e Ian McDiarmid como Dr. Tim Broderick.
* * *
PS: O bom menino não faz pipi na cama. O bom menino não faz malcriação. Descanse em paz, Carequinha.

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