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Frida usava Revlon

Frida usava Revlon, que eu sei, porque fui na casa dela no México e fotografei TU-DO. Mas como eu não vendo Revlon, fica a dica: esse vermelho loosho pode ser conseguido com o batom líquido matte Vermelho Rio Intenso da Eudora. Não se esqueça do blush. Esqueça a pinça. Se precisar de mais alguma coisa, me ligue.

Frida-Kahlo

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1ª Relicário – Feira de Cultura Vintage [Fotos]

Eu realmente queria ser dessas pessoas que tiram fotos incríveis. Well. Minha câmera é boa. Já eu não sou fotógrafa. 🙂

De qualquer forma, confira no meu álbum do Flickr como foi a 1ª edição da Relicário – Feira de Cultura Vintage, dia 18 de julho no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa.

1ª Relicário - Feira de Cultura Vintage

E se liga que a próxima já tem data! Dia 8 de agosto!

Bora sacudir o esqueleto (infelizmente, ainda não é dessa vez que vocês vão sacudir Uisqueleto lá). 😉

(nosso baixista estará viajando. Quem sabe na terceira edição, se vocês pedirem?)

Meu novo trabalho

Os amigos mais chegados já sabem, os leitores esporádicos ainda não, que há cerca de três meses não estou mais n’A Firma. Coisas de quem não é concursado, num departamento onde todos são.

O primeiro pensamento é o de “ferrou, como vou achar emprego agora, com essa economia retraída do jeito que está?”. Este pensamento não durou três frames, e já deu lugar a “opa, é a oportunidade que eu estava esperando para viver a minha vida nos MEUS termos”. E desde a minha conversa com minha (agora ex) chefe que sou muito agradecida pelas duas oportunidades que ela me deu: a de trabalhar com ela por esses quase dois anos, numa causa na qual acredito, e a de sair de lá. Porque eu amava o que fazia lá e acredito DE VERDADE no que A Firma faz. Mas alguma coisa na maneira como eu estava fazendo não estava legal. A iniciativa de sair não seria minha, por todas as questões que envolvem a segurança de ter um salário certo todo mês, e porque eu realmente gostava do que fazia.

Mas já que eu saí, que seja lindo a partir de agora. E tá sendo.

criatividade-na-crise

Não, não sou uma daquelas pessoas sortudas que saem do emprego com uma bolada de rescisão: saí com meio salário do mês seguinte. Tenho sorte do marido poder dividir as despesas da casa comigo, mas não é exatamente como se ele pudesse segurar a onda sozinho enquanto me estabeleço no mercado. Tenho que trabalhar bastante, ora bolas. E por isso mesmo, me considero sortuda por saber usar meus neurônios e por ter sido criada pelos meus pais.

Miss simpatia e comprometimento

Fui criada pra manter uma atitude positiva mesmo quando o barco está afundando (faz parte dessa criação SABER que o barco está afundando e, enquanto tenta motivar a tripulação, pensar um milhão de maneiras de salvar todo mundo – destas, pelo menos umas oito funcionam). A consequência natural disso foi a construção de boas relações de trabalho, e duas semanas depois já estava alocada como freelancer num projeto lindo, com gente incrível, pela empresa de duas amigas queridas, embarcando para o Recife (já voltei. Mas quero voltar lá :p ). E, como grande admiradora do trabalho delas, super topo prestar serviço pra elas por muito e muito tempo ainda. E pra quem mais estiver empenhado em educar, em promover direitos humanos, sustentabilidade, mobilidade urbana… tamo junto.

Seguro morreu de velho

Também dei sorte de aprender a PLANTAR para COLHER mais tarde. E meu tempo livre foi, por muito tempo, dedicado a pensar no que eu poderia fazer caso meu emprego um dia me faltasse. Aproveitei cada segundo na barca, no ônibus, na hora do almoço, de modo a não comprometer meu trabalho oficial.

Construí, assim, três negócios paralelos – dois deles vocês já têm acompanhado por aqui: aulas e vendas de bambolês e produtos Eudora (do Grupo Boticário). Esses garantem uma graninha imediata, porque trabalho com pronta entrega ou com produtos sob encomenda que não levam mais de uma semana para estar na minha mão (spoiler: estes dois negócios serão UNIFICADOS em breve, para algo bem maior e mais legal).

O outro é minha nova empresa de Assessoria em Comunicação e Cultura. Ladies and gentlemen, conheçam Lounge42:

http://lounge42.com/

Planejamento de comunicação
Assessoria em cultura e projetos
Gestão de conteúdo
Elaboração de materiais de treinamento e educação
Cursos in company de comunicação, cultura e tendências

logo2-cor

(tem fanpage no Facebook também! curte lá!)

Só não trago a pessoa amada em três dias. Mas ela vai ficar sabendo claramente das suas intenções. Ah, mas vai.

* * *

E se eu começar a postar aqui umas fotos de praia no meio do expediente, viagens e ryqueza, já sabe: não ganhei uma bolada pra investir no meu negócio, não consegui economizar mais de dois meses de salário – sou uma pessoa NORMAL, como você, que conseguiu, às custas de muito esforço, levantar um império (Tutatis me ouça!) de dentro do ônibus, da barca, ou de onde desse pra escrever.

* * *

– Se você ainda não descobriu suas paixões – aquelas que podem virar o seu plano B e, eventualmente, o seu plano A -, o livro “Paixão – modo de usar”, da Paula Abreu, pode ajudar (e é bem baratinho).

– Se você já descobriu mas continua dando a desculpa da falta de tempo, tem o outro livro da Paula, o “Escolha sua vida”, que é um grande trabalho pra ajudar a motivar você a correr atrás do que você deseja. Aqui você tem a versão impressa e aqui você tem o link para a versão e-book com livro de exercícios e audiobook.

– E se você apenas precisa de TEMPO, assine aqui minha newsletter que te aviso assim que publicar o post contando como gerencio meu escasso tempo. 🙂

De plutão, pentaquarks, a vida, o universo e tudo o mais

11201505_10153023256442607_3562440740650704663_nPeguei essa imagem lá com a Beth. Pra quem ainda não viu, é uma foto de Plutão.<3 E, sim, isso é importante. É lindo. Como bem lembrou o Roney, presta atenção na qualidade da imagem, e agora tente abstrair e mensurar a distância de plutão pra gente. Foram 9 anos de viagem pra que esse registro fosse possível. Fora o tanto de informação registrada na sonda nesses 9 anos de viagem. Em nota mais ou menos relacionada, a Ge me lembra que os estudos no colisor de hadrons lá do CERN já apontaram a comprovação da existência dos (até então hipotéticos) pentaquarks – grupos de cinco quarks – que vão servir não apenas pra cair na prova de química, como para que os cientistas estudem protons e neutrons com mais precisão, e tenham uma maior compreensão da vida, do universo e tudo o mais (42).

Fé na humanidade: tá tendo. ❤

* * *
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Newslab, a nova ferramenta de comunicação do Google

Minha geração (a quem interessar possa, tenho 37 anos) é muito peculiar: não somos nativos digitais (já datilografei muito e já mandei muito fax!), mas ajudamos a construir a internet. Já pesquisei muito no Altavista até descobrir como funcionava HTML, porque comecei a publicar textos e pesquisas na rede antes dos CMS como blogger, movabletype (lembram?) e wordpress. Usamos BBS, MirC, e toda sorte de redes sociais pré-facebook, e aprendemos junto com a rede como isso aqui funcionava.

Hoje, adultos, com anos de internet nas costas e possivelmente profissionais de mídia e comunicação, temos a missão de orientar nossos estagiários e assistentes, que já nasceram com acesso a toda informação possível, mas ainda dizem “não achei nada sobre este assunto” – enquanto você (que já consultou muita Barsa na vida) apura qualquer informação em menos de cinco minutos, e ainda confirma a veracidade dos dados.

Não me levem a mal, garotada. Vocês são incríveis, inteligentes e aprendem MUITO mais rápido que nós. É que vocês não tiveram que descobrir como funcionava. Os códigos já estão prontos, os tutoriais já estão em vídeo e vocês têm coisa muito melhor pra fazer quando chegam em casa do que se enfurnar na internet. Eu não tinha. Eu ia pra frente do computador descobrir na marra como colocar frames num site hospedado no Geocities, porque eu queria um menu de navegação que fosse estático enquanto a página rolava, só pra poder publicar as resenhas dos discos que eu gostava (e foi no final de 98 que apostei que uma banda de uns amigos meus seria a sensação de 1999, e hoje vocês conhecem Los Hermanos, não?). Eu não era programadora. Eu precisava daquilo para fazer comunicação.

Mesmo tendo uma disciplina sobre pesquisa na faculdade, não foi lá que aprendi a analisar tendências, a distinguir o que é um arquivo com vírus de um que eu posso baixar, a fazer pesquisa reversa de imagem (até porque esse recurso nem existia) e curadoria de conteúdo com a ajuda de alertas recebidos por e-mail e por ferramentas agregadoras de conteúdo.

Aprendi na marra e adoro passar esse conhecimento adiante.

Pois foi mais ou menos semana passada que o Google resolveu compilar suas ferramentas de apuração e compartilhamento de informação no seu NewsLab, e ainda oferecer uns tutoriais para as ferramentas e plataformas, e também sobre como usá-las de forma integrada para promover seu conteúdo. Me lembrou um pouco o Ubiquity, um plugin pro Firefox que, com simples atalhos de teclados, te direcionava para mapas, compartilhava suas coordenadas direto para seu e-mail… isso foi antes de ter internet no celular. É. Estou ficando velha mesmo. E, graças a Tutatis, não perdi a necessidade de estar em constante atualização.

Sobre o Google NewsLab: vale a visita. Vale explorar. Vale por um workshop de comunicação (faculdade não, porque faculdade ensina muito mais do que isso). Até porque, pensando em marketing de conteúdo, todo site de empresa tem potencial para virar um veículo de mídia, e é imprescindível entender algumas das principais ferramentas de criação e difusão de conteúdo disponíveis por aí.

É óbvio que lá não tem todas, só as do Google. Mas as outras, você APURA e FUÇA pra descobrir como usar, certo?

Vá lá: https://newslab.withgoogle.com/

* * *

Se você curtiu este post, acho que você vai gostar da Lounge42, a página que, em breve, oferecerá meus serviços de comunicação, produção de conteúdo e assessoria para projetos culturais: https://www.facebook.com/lounge42com

Look do dia – 25-06-2015

O Polyvore tem dessas: nunca tem o que estou usando de verdade. Meu coturno, por exemplo, não é Doc Martens – é do Vilela ( ❤ ), mas isso aí é o mais parecido que achei lá. O casaco Adidas, na real, é azul marinho – mas azul marinho não tinha no Polyvore. Tudo bem. A gente adapta. O importante é se proteger do frio. 🙂
Look do dia - 25-06-2015

Liberdade, liberdade!

Recentemente, dei várias entrevistas sobre cabelos grisalhos. Dá pra fazer um clipping, hahah. Esta do Jornal O Dia é uma delas:

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Sim, essa aí da foto sou eu. E não, não usei técnica nenhuma pra ter “granny hair”. Pelo contrário: abandonei a tinta quando percebi que tinha cabelos brancos suficientes pra que eles estragassem usando amônia ou água oxigenada. Nenhum loiro, nenhum ruivo, por mais vivo e lindo que fosse, ia me fazer ter cabelo BONITO se eu não parasse já com esse hábito que estragava meus cabelos.

Se foi fácil aceitar os brancos? Talvez pra mim tenha sido um pouco mais fácil, porque faço terapia há anos; porque tenho uma base emocional forte, de família; porque amo minha família e entendo que o cabelo branco é, também, uma identificação genética (até porque não tenho nem quarenta anos); e porque sempre fui “a diferente”, sempre me orgulhei de sobressair na multidão – e, num mundo de ruivas e loiras tingidas, qual é a maneira mais fácil de sobressair? Ser você mesma.

Mas não é fácil. Nossa sociedade supervaloriza a juventude em vários níveis (e cabelo branco costuma ser indício de velhice, mesmo que apareça aos 17 anos). Da senhora que enche a cara de toxina botulínica pras rugas não aparecerem, ao jovem gerentinho da startup que acha que só porque você tem 40 anos é um velho e não sabe de nada, até nossos sistemas de previdência, que tratam os velhos muito mal. Os mesmos velhos que trabalharam a vida inteira para construir o que você, jovem, tem acesso. Bora respeitar os velhos, galera.

O que mais ouvi na transição foi “em você fica lindo, mas em mim eu não consigo, parece desleixo”. Então eu cuido da minha saúde, saio de casa impecavelmente maquiada, escolho com todo o cuidado o que vou vestir, e você vem dizer que “parece desleixo”? E por que em você pareceria?

Porque eu abracei isso como uma OPÇÃO.

Porque, pra fazer as pazes com meu cabelo, eu precisei ACEITÁ-LO. Precisei me aceitar como sou e entender que tentar desesperadamente disfarçar essa quantidade toda de brancos não ia fazer nada pela minha autoestima. Precisei me aceitar de verdade. Precisei, também, questionar a sociedade que acha homem grisalho charmoso e mulher grisalha desleixada. E depois de ver lindas mulheres com madeixas cinza, vi que essa era uma mentira que nós mesmas criamos pra justificar nosso próprio desconforto com a passagem do tempo.

Agora já posso até pintar os cabelos de novo. Mas agora, consciente de que é uma opção.

Mas não quero. Estou livre da escravidão do retoque de raiz. E cada um com seu cada um – mas eu, particularmente, nasci para ser livre.

E você? Como anda sua autoestima? Você tem se escondido ou se aceitado ultimamente? Você tem vontade de se libertar de algum padrão? Me conta.

Aulas de bambolê em Niterói e no Rio

Pronto. 🙂 Fiz uma página nova anunciando sobre as aulas particulares, em grupo ou em empresas. A princípio, atuo em Niterói e no Rio de Janeiro, mas nada impede que você me leve para outras cidades.

Sou instrutora certificada da Hoopnotica, uma das metodologias de ensino de dança e fitness com bambolês mais conhecidas do mundo. E quero ajudar você a desenvolver jogo de cintura pra VIDA. 🙂

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Clique aqui e saiba mais: Aulas de bambolê (RJ/Niterói).

No dia mais claro, na noite mais densa…

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…o mal sucumbirá à minha presença.
— Cid sendo ele mesmo 🙂
(a gente se entende na geekice)

Só a diretoria

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Puro amor

Créditos: ClassicStarWars no Twitter.

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