Half work and half play

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Toda vez que digo pra alguém que não costumo ir a festas porque gosto de dormir cedo e essas festas começam na hora que vou dormir, que não vejo graça em beber, ou que não tenho comido pizza nos últimos tempos, as pessoas acham que eu sou uma chata que não se diverte.

O que esquecem é que nem todo mundo se diverte da mesma maneira. Ficar tonta, pra mim, não é divertido. Ficar num boteco fedorento com uma cadeira torta tomando cerveja (que eu nem gosto), pra mim, não é divertido. A festa pode estar ótima, mas se eu estiver com sono, não é divertido, e se eu ainda por cima tiver que pegar três conduções ou pagar 70 reais pra chegar em casa, também não tou me divertindo. Então vamos parar de julgar os outros, porque minha vida é, sim, divertida pra cacete, e chato é você.

Na real, não preciso de muito pra me divertir. Me dê um aro de plástico suficientemente grande pra eu caber dentro, e tenho diversão por horas. Se eu puder ensinar alguém, melhor ainda.

Com um caderninho e uma caneta, me perco por horas também. E ver o resultado do que fiz é ainda mais legal.

Festas, gosto daquelas em que te tiram para dançar. Ou daquelas com sofás confortáveis e opções de bebidas que não me intoxicam. Desculpa, mas o efeito do etanol é tóxico, sim – e não preciso dele pra me sentir bem. Pode ser difícil acreditar nisso, mas é verdade: tem gente que se sente bem sem tomar nada. Se tiver gente interessante em vez de gente reclamando da vida, melhor ainda, porque posso até ter um ou outro aspecto da vida que precisa ser mudado – mas aí eu vou lá e mudo. Não fico me lamentando.

Meu trabalho é divertido e me realiza. Sempre gostei de escrever, sempre amei cinema, acho o serviço público uma oportunidade e tanto de fazer algo para o povo, então acho que estou no lugar certo e fazendo a coisa certa. E, pra completar,  tenho transformado minha diversão em trabalho. Dá até pra pagar umas duas contas da casa às custas da minha diversão – e vocês achando que não me divirto só porque não frequento boteco!

Pra patrulha da diversão alheia, fica o recado: dá pra se divertir de diversas maneiras. Ser feliz é uma delas. Se sentir bem com coisas corriqueiras como cozinhar,  desenhar, jogar dominó, ler um bom livro, jogar um jogo de tabuleiro, dar uma caminhadinha de leve, meditar – tudo isso é especialidade da casa. A vida sem graça que me atribuem – está nos olhos de quem vê.

É que eu não preciso de muito malabarismo pra ser feliz.

Basta uma canetinha, um papel e um bambolê.

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Publicado em janeiro 18, 2014, em Blog. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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