Pra vocês ficarem atentos: Rio Custom Festival foi a maior roubada

Cês sabem que nas poucas horas vagas, tenho uma banda, o Uisqueletos Extravaganza. E a gente toca POR AMOR (sério, todos temos outros empregos, por isso as poucas horas vagas. Tocamos música porque somos apaixonados pelo que fazemos). A gente ia pedir desculpas a quem foi ao Rio Custom Festival só para nos assistir, mas preferimos deixar que a (des)organização do evento fizesse isso. Cobrem deles, o nome da empresa está no rodapé do site do evento. Ah, quer saber? Pedimos desculpas, sim. Vocês são incríveis. Eles é se meteram a fazer um evento GIGA sem planejamento. Eles que se dizem empresa de comunicação e não sabem COMUNICAR ao público, aos expositores, à mídia, aos participantes do evento. A ideia do RioCustomFestival é realmente impressionante. O Rio de Janeiro estava mesmo precisando de um evento desses, sabe? Mas a maneira como foi feita…

Quando soubemos do evento, entramos em contato, achamos que seria legal tocar. Afinal, um evento de custom culture, tatuagens, pin-ups e dança burlesca é exatamente o que nós fazemos. Seria garantia de diversão para o público do evento. Mas os produtores só retornaram contato depois que viram a mobilização dos fãs e amigos no facebook querendo que a gente tocasse. Claro, cresceram o olho porque viram que a gente tinha mobilização. O que eles não entendem é que só chamar porque 120 pessoas confirmaram presença no evento não adianta: você PRECISA atender a essas 120 pessoas também. Porque você NÃO SABE quem são essas 120 pessoas. E se tiver alguém influente? E se tiver alguém que pode queimar o filme de vocês? E se…? Na dúvida, trate todos igualmente.

O produtor do Rio Custom Festival ligou e disse que gostaria que tocássemos. “Não podemos oferecer nada, mas oferecemos divulgação”. Topamos, porque achamos legal que um evento com essas características acontecesse na cidade. A gente normalmente recebe alguma coisa pra tocar, que seja uma ajuda de custo de transporte. Mas a gente também toca DE PRESENTE pras pessoas que a gente ama, quando a gente quer, no meio da rua, porque achamos LINDO dar nossa arte pra quem precisa, porque ninguém sustenta nossa arte mesmo, então a gente faz quando quer. E, a bem da verdade, temos músicos experientes na banda, mas ESSA formação tem pouco tempo, tamos precisando de mídia mesmo. Nosso ÚNICO pedido era tocar à tarde, por volta das 17h. Somos oito e alguns de nós tinham outros compromissos. Como nos foi garantido que o horário seria esse, estava ok. “Errrr, André, só por curiosidade: vai ter um lanchinho pros músicos?” “Não se preocupe, o camarim estará forrado”. Ahn-han.

O que aconteceu aí foi uma sequência de amadorismo. O resultado final foi bonito, bonito MESMO: para o público, que não sabe dos bastidores, tudo estava lindo. Pra uma agência que tem experiência em evento corporativo em saguão de hotel, tá até bom. Mas até dois dias antes do Rio Custom Festival, não se sabia nem se teria passagem de som. A que horas as bandas realmente tocariam. Pelamordedeus, você envolve mais de 10 grupos e não consegue montar UM cronograma? E, no dia, uma GRANDE falta de respeito da parte dos organizadores com os músicos que se dispuseram a tocar porque ACREDITAVAM na parada.

Pra começar, o cheiro de roubada estava no ar quando começaram a pipocar as mensagens de bandas e atrações do Rio Custom Festival CANCELANDO a participação, porque não apenas a (des)organização do evento não havia providenciado as condições mínimas para que os grupos de fora do Rio de Janeiro viessem, como NEM SE DIGNARAM A DAR SATISFAÇÃO. Dead Rocks e meninas do Burlesque Revaudeville, sentimos muito. Vamos armar algo juntos em breve! 

Chegamos lá com pelo menos uma hora de antecedência do nosso show – seríamos a quinta banda a tocar. Já estava TUDO atrasado e nosso show na hora em que poderíamos tocar foi pro cacete. Mas beleza, dá pra esperar, não dá? Dá, claro. Sem água (o tal ‘camarim forrado’ tinha água só até as 17h). Sem alguém que dissesse pra gente que o cronograma já tinha ido totalmente pro caralho, sem nenhuma comunicação ou informações objetivas a respeito. A gente ENTENDE que um evento deste porte tenha atrasos, especialmente se você é AMADOR e não consegue organizar um cronograma (o básico de produção) para que as coisas fluam decentemente.

Como resultado, às 21h30 nosso show não tinha acontecido ainda (CINCO HORAS DEPOIS). Tudo bem, gente. Ainda dá pra esperar. O que não dá é para FAVORECER AMIGUINHO e começar a passar outras bandas na frente, sem a menor explicação. Cara, ok, Jefferson Gonçalves e banda tinham que viajar. Beleza. Vão lá, os caras são chapas. Ok, o cara do Nikity Skynyrd sofreu um acidente e a banda TINHA que passar na nossa frente. HÃ? Tá, mas a gente toca DEPOIS deles, né? “Não, olha, vocês não me deixaram falar, mas a Black Dog Brasil está aqui desde as 14h, deixando um monte de gente passar na frente e…”

Aqui o line up do evento, ó, procês verem que esses caras são MENTIROSOS:



A partir daí já estávamos falando com outro produtor, que eu até ACHO que tem nome, mas não se dignou a se apresentar pra gente (sério. levamos um bom tempo pra DESCOBRIR quem era da produção) e soltou um “eu não vi o nome de vocês no jornal”. Ah, vá pentear macacos, amigo. Primeiro porque o combinado (de boca, mas combinado – e não cumprido, aliás) é que vocês botassem o nome da gente no jornal. Aquela mídia lá em cima, sabe? QUE NÃO TEVE. Segundo que a real é que estamos em 2013 e um cara que PRIORIZA QUEM TEM NOME NO JORNAL só pode ser um cara que NÃO SABE EM QUE ANO ESTÁ. Sério. 

Agora virou bagunça, falta de respeito e amadorismo. Falta de respeito, sim, porque estamos lá nos dispondo a dar uma força pro evento tanto quando a Black Dog – com menos histórico, menos público, mas estamos (e suspeito que eles ainda estivessem ganhando pra isso, não estivessem lá *apenas* por amor à arte. Se alguém da Black Dog puder nos dizer, agradecemos. Nada pessoal com vocês, rapazes. Foi falha DA PRODUÇÃO deixar pra nos avisar da mudança cinco horas DEPOIS, e isso apenas porque fomos cobrar satisfações. vocês são gente boa e profissionais). Merecemos respeito, merecemos ser bem tratados, e não pedimos NADA além de um mínimo de rigor no horário. Tudo bem, atrasou pra todo mundo. Entendemos. Sentimos mesmo pelo acidente. Não é que a gente não esteja sensível a isso (embora a gente tenha certeza que, fosse um de nós, teríamos pedido desculpas e tocado meia noite, mas teríamos visitado o amigo na hora). O problema é que virou bagunça. Começar a passar gente na frente e a gente que se foda está errado. Muito errado. Na hora em que entubaram MAIS uma atração (e essa sem nenhuma justificativa plausível), vimos que não tinha, da parte deles, a menor vontade de respeitar alguém que não fosse da panela.

Consigo entender que tenha dado AQUELA vontade de botar a banda cover de Led Zeppelin logo depois da banda cover de Lynyrd Skynyrd assim, EM CIMA DA HORA, porque o público do local era majoritariamente o público de eventos de motocicleta. Eu também conheço esse público, não caí lá de pára-quedas, amigão. “Deu merda, gente, vamos correr com isso agora”. Entendo. Não é porque eu tava com uma vitória régia na cabeça que vocês têm o direito me tomar por idiota. O que não entendo é vocês realmente FAZEREM ISSO. Eu também sou produtora, seus paspalhos. FORMADA. GRADUADA. PÓS GRADUADA EM COMUNICAÇÃO. EXPERIENTE NA ÁREA. E se tem UMA coisa que vocês não podem fazer é DESRESPEITAR O PÚBLICO. Tinha gente esperando MAIS DE CINCO HORAS, que PAGOU PELO EVENTO, e vocês realmente BOTARAM OS AMIGOS NA FRENTE. Vocês não podem desrespeitar as pessoas que vão lá participar NO AMOR, porque ACREDITAM em vocês. Vocês vetaram cobertura de IMPRENSA ESPECIALIZADA NO SEGMENTO QUE VOCÊS QUEREM ATINGIR porque ‘teria a Globo lá’ (nem pra fazer uma pesquisa rápida e ver que eles são parceiros do maior evento de custom culture de São Paulo? Sério que até EU conheço os caras e vocês não? Ou vetaram justamente por isso, porque não querem FAZER PARCERIAS?). Definitivamente, a tal empresa de comunicação não entende de COMUNICAÇÃO – nem souberam COMUNICAR a alguns dos expositores que o evento aconteceria em outro local, vejam vocês.

E nem para oferecer um cafezinho. O mínimo, quando você trabalha com produção e precisa realmente deixar pessoas esperando (e não falamos de nós, falamos de pessoas que PAGARAM pra nos assistir e saíram de suas casas em Niterói, em Jardim Sulacap), é oferecer um cafezinho. Até nisso a empresa de “comunicação” falhou. Espero, do fundo do coração, que fiquem sem cliente. Enquanto cantora mais ou menos, posso evitar, posso dizer pros amigos evitarem. Mas enquanto profissional de comunicação, agora na posição de alguém que CONTRATA agências, gostaria realmente de expressar meu desagravo a esses picaretas.

Um beijo no coração de vocês e BOM DOMINGO.


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Publicado em abril 14, 2013, em Sem categoria e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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