Detona Ralph – Tron para crianças

Ralph é um detonador profissional, uma espécie de Donkey Kong de um Super Mario consertador (eu ia falar aqui que “vocês SABEM que antes do Donkey Kong ser fofinho, ele era o vilão sequestrador da princesa, né?”, mas aí lembrei que se Donkey Kong diz alguma coisa pra você, é porque você é velho e nerd que nem eu e obviamente já sabia disso). E essa é premissa de ‘Detona Ralph’.

Cansado de levar uma vida de vilão, Ralph resolve dar uma escapadinha de seu jogo, entrar numa espécie de Call of Duty pra pegar uma medalha e voltar como herói, mas se atrapalha um pouco e vai parar numa espécie de Mario Kart Kawaii, com menininhas fofinhas, carrinhos que soltam glitter e doces espalhados pelo mundo inteiro porque, né? É um filme da Disney e é sempre esperto licenciar brinquedos para meninos e para meninas:

http://youtu.be/-LEY2rO5Sl4

E a Disney é tão esperta que quase me fez acreditar que isso era MESMO um comercial de um jogo de 1997.

Ralph se afeiçoa a uma garotinha também rejeitada e tratada como pária, e apronta muitas confusões. Mas não vou contar o filme aqui (embora a coisa toda fique meio óbvia, não porque o filme seja ruim, pelo contrário! é lindo! mas porque ‘Detona Ralph’ é um filme para toda a família e essas coisas são assim mesmo, finais felizes, jujubas, marshmellows e arco-íris. Vocês sabem).

Essa história de personagens de jogos com alma… jogos que têm uma vida pessoal fora do jogo… softwares alterando suas próprias programações… se você é velho e nerd que nem eu, você vai pensar que ‘Detona Ralph’ é uma espécie de ‘Tron’ para crianças. Tudo bem! Nem é só para crianças, e nem é só por causa das cameo appearances de Ken, Ryu, Sonic, Pac Man, Zangief, Balrog, zumbis e demais personagens que você certamente já andou empurrando com um joystick (nas palavras do marido, que tem 43 anos, porque eu tou aqui refletindo sobre o fato de que controles dos anos 90 pra cá não tem mais ‘stick’). É uma história universal sobre um brutamontes que descobre que tem um coração, e juro que vi marmanjo se emocionando no cinema; é um bom roteiro, sim, e apesar das referências nerds, não depende dessas referências pra contar uma boa história. É tipo um ‘Toy Story’ de videogames. Não à toa, tem produção de John Lasseter.

E dá margem para licenciamento de jogos DE VERDADE:

http://www.disney.co.uk/wreck-it-ralph/games/?game=sugar-rush

Me espanta como “Detona Ralph” não é uma peça de branded content, porque eu passaria horas jogando ‘Sugar Rush’ depois dessa propaganda toda.

Tá.

Agora vão lá ver.

Só cuidado com o diabetes, é muita doçura.

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Publicado em janeiro 5, 2013, em Sem categoria e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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