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Escola de Rock

A premissa do filme é bem bacana, mas mal trabalhada. O filme até diverte (mas não dá pra sair do cinema achando foda! sensacional! rock! bom pra caralho!.. não dá mesmo). No entanto, esta continuação de “Alta Fidelidade” (sério, Jack Black faz o mesmo personagem roqueiro purista que tem banda e gosta de doutrinar os outros) poderia ser melhor se definisse seu público-alvo: é infanto-juvenil, pra curtir a história das criancinhas talentosas que dão uma lição no professor e provam para seus pais que podem fazer o que gostam, ou a geração 20-35 anos que conhece todas as referências citadas (e mais algumas que poderiam ter encaixado no filme mas ficaram de fora porque, claro, eles tinham que estragar uma boa idéia fazendo algo óbvio demais)?

Bom, existe um público bem específico, de 20 a 35 anos com mentalidade infanto-juvenil, que deve se amarrar no filme, sem se preocupar que Jack Black não convence com aquelas caretas todas, sem se preocupar que, pra um filme passado num universo onde as leis da física se aplicam, é tudo muito inverossímil, sem se preocupar que as referências musicais são todas óbvias e sem se preocupar que o filme presta um desserviço (é assim mesmo?) à nação rockeira, já que retrata o roqueiro velho como um retardado que se recusa a crescer (coisa que pessoas que curtem rock NÃO SÃO, certo?), e não serve nem pra incentivar crianças da vida real a ouvirem Blondie depois do filme (o que é uma pena), nem pra incentivar os adolescentes-de-30-anos a viverem vidas normais, de gente grande.

No entanto, “Escola de Rock” não é ruim (tem umas quatro piadas muito boas e mais uma dúzia de meio-sorriso, uma trilha de primeira e crianças talentosas que podiam estar no Raul Gil, mas deram a sorte de estar lá). Na verdade, já eram 4 da matina quando a sessão começou e eu dei umas cabeceadas mas não dormi. Tá valendo. Dá pra entreter. Mas se você sair do cinema dizendo “Foooodaaaaa!!”, eu vou ficar preocupada.

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Alguém aí é bom em análise de sonhos?

Sonhei que achava um compacto do Devo, da década de 60 (!!!), nas minhas coisas.

Com o encarte em português.

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Publicado em fevereiro 10, 2004, em Uncategorized e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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